Duas crianças estão com leishmaniose em Corumbá
Municípios – 08/07/2009
Duas crianças estão passando por tratamento contra leishmaniose em Corumbá. Os casos foram confirmados através de exames laboratoriais, nesta terça-feira, 7 de julho. Segundo a gerente de Vigilância em Saúde, Viviane Ametlla, apesar de confirmados, os casos não causam alarde aos órgãos municipais de saúde, pois a ocorrência da leishmaniose é considerada endêmica na cidade, ou seja, ocorre com regularidade previsível numa determinada região. “Elas ( as crianças ) estão reagindo bem aos tratamentos porque a doença foi detectada ainda em fase inicial ” , comentou Viviane ao Diário, detalhando que um caso refere-se à modalidade tegumentar e o outro à visceral da doença. Na ocorrência tegumentar, a criança contaminada veio da Bolívia, caracterizando um caso importado. Ela afirmou ainda que a partir de hoje, 8 de julho, uma ação de bloqueio será feita no bairro Cristo Redentor, localidade onde ambos os casos foram confirmados. “Pela manhã, estaremos com a borrifação a fim de combater o mosquito-palha e, durante à noite, procederemos com a captura de cães vadios ” , explicou. O bloqueio é medida aplicada sempre que casos são confirmados, no entanto, Viviane Ametlla explica que ações preventivas já vinham sendo realizadas no município por equipes de agentes de endemias como o inquérito canino que começou pelo bairro Guanã, considerado um dos mais críticos em 2008. A leishmaniose é transmitida ao cão pelo mosquito Flebotomíneo, popularmente conhecido como mosquito-palha, que se reproduz em matéria orgânica. Por isso, a necessidade de a população sempre manter quintais e terrenos limpos. “Não adianta realizarmos borrifações e demais ações, se o morador não entender que precisa evitar o acúmulo de lixo’, destacou a gerente de Vigilância em Saúde. Viviane ainda orienta a população a colaborar com as ações, facilitando a entrada das equipes nas casas para a realização de todos os serviços necessários ao combate e prevenção à doença e entregando animais doentes aos profissionais do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). “Há casos em que o cão está com a doença, mas não manifesta os sintomas ” , disse. Nos cães, os sintomas são emagrecimento, ferimentos na ponta do nariz e orelhas ; secreções nos olhos e unhas compridas. A recomendação seguida pelo CCZ é a adotada pelo Ministério da Saúde na qual tratamentos e vacinas contra a doença não são indicados. “Em caráter preventivo, existe a utilização de coleiras repelentes que demonstram eficácia de 70 a 80%”, afirmou. A doença Transmitida pelos cães ao homem, a leishmaniose pode se manifestar de duas formas: a visceral e a tegumentar. A leishmaniose tegumentar não leva o paciente à morte, mas causa lesões cutâneas e nasofaríngeas deformantes e dolorosas, dificultando a alimentação e diminuindo a capacidade para o trabalho. Podem aparecer dezenas de feridas que deixam cicatrizes muito marcantes no rosto, braços e pernas. A visceral provoca febre, ascite ( barriga d’água ), hepatomegalia ( grande fígado ), aumento do baço ; emagrecimento, complicações cardíacas e circulatórias.
Fonte: Diário Online



