Dourados precisa entre R$ 17 a 20 milhões para acabar com buracos
Dourados precisa entre R$ 17 a 20 milhões para acabar com buracos
Willian Maksoud Bussaun – 27/10/2009
A deterioração da pavimentação asfáltica da grande maioria das ruas e avenidas de Dourados é, sem dúvida, o principal gargalo da administração municipal. É um problema que vem de longa data. Nos últimos 15 anos a buraqueira provocada pelo tempo, por chuvas e trânsito pesado vem sendo minimizada pelas operações tapa-buracos.
E com a aproximação do final do ano, que vem acompanhado da chuvarada tão esperada pelos agricultores, a buraqueira está tomando conta da cidade. Recentemente, pautado pelo problema, o jornalista Helton Costa, do pioneiro site noticiosos www.douradosnews.com.br entrevistou o secretário de Obras da Prefeitura de Dourados, o arquiteto Willian Maksoud Bussuan.
Ele explicou que para a operação tapa-buracos o Município conta com uma equipe fixa de trabalhadores e três terceirizadas que têm como “missão” deixar as ruas sem buracos para que os contribuintes/cidadãos possam trafegar, com um custo mensal entre R$ 150 mil e R$ 200 mil que saem da fonte OO, ou seja, recursos próprios do município. Contudo, a recuperação das vias depende das condições climáticas, da execução de obras particulares e, segundo o secretário, até da execução dos serviços do PAC do governo federal, que vem sendo executado pela Sanesul.
Para acabar com as soluções paliativas o município não tem caixa para bancar os serviços e depende de verbas federais, através de emendas ao Orçamento Geral da União ou de financiamento. A bem da verdade, o prefeito Ari Artuzi (PDT) está atrás desses recursos desde que assumiu a chefia do Executivo douradense. De acordo com Bussuan, para deixar a cidade totalmente sem buracos, seriam necessários entre R$ 17 milhões e 20 milhões.
O secretário disse ainda que há uma parceria com os cidadãos, que segundo ele, tem se mostrado compreensivos. “O que a gente tem percebido, na verdade, é que boa parte da população tem sido bastante compreensiva. Ainda que coberta de razões, as pessoas reconhecem que o prefeito Ari Artuzi encontrou a cidade bastante sucateada”, disse o secretário.
O secretário deu nota “7,0” para as vias públicas da cidade. “Até por uma questão de consideração com a nossa gente, sete”, disse ele. A seguir, a entrevista.
Helton Costa – Quantas equipes estão trabalhando em Dourados?
Willian Bussuan – O município conta com uma equipe fixa, para atender as demandas emergenciais e outras três, terceirizadas, que cumprem o cronograma de trabalho de recuperação da malha asfáltica.
HC – Quanto está sendo investido em pagamento para essas empresas (caso sejam terceirizadas)?
WB – A Prefeitura consome recursos da ordem de 150 a 200 mil reais por mês nesse serviço.
HC – Quais os nomes das empresas?
WB – Trabalham conosco as empresas que participam dos processos de execução de obras, como a MS, Planacon, CGR…
HC – Pelo cronograma estabelecido em contrato, elas têm uma data limite para consertar os buracos?
WB – Depende muito da variação climática e do cumprimento de trabalho de cada uma. Além do mais, há obstáculos que fogem ao nosso controle, como obras de particulares e mesmo a execução dos serviços do PAC, que demandam o envolvimento de outras empreiteiras contratadas pelo Estado.
HC – Caso o trabalho seja contínuo, qual o cronograma da prefeitura para execução das obras?
WB – Por exemplo, nesse momento, estamos com atividades concentradas na área central, com os serviços de recapeamento na avenida Weimar Torres e na rua Monte Alegre. Mas, há pessoal trabalhando em alguns trechos da Coronel Ponciano, na Joaquim Teixeira Alves e na semana que vem entramos para os bairros, a partir da rua Bela Vista, Cafelândia e outras áreas. Tudo isso é muito variável, considerando que a qualidade da malha asfáltica está realmente bastante prejudicada.
HC – De qual fonte de recursos municipais sai o dinheiro investido nas operações tapa-buracos?
WB – Fonte Zero zero
HC – A prefeitura tem um cálculo de quanto dinheiro seria preciso para recuperar a malha asfáltica douradense em sua totalidade ou parcialmente?
Para realizar um serviço de qualidade, como a cidade está merecendo, deveríamos dispor de aproximadamente 17 a 20 milhões de reais. E estamos buscando viabilizar esses recursos.
HC – A população reclama que a prefeitura não se esforça por resolver os problemas de buracos nas vias públicas da cidade, o que o secretário tem a dizer para estas pessoas?
WB – O que a gente tem percebido, na verdade, é que boa parte da população tem sido bastante compreensiva. Ainda que coberta de razões, as pessoas reconhecem que o prefeito Ari Artuzi encontrou a cidade bastante sucateada. A falta de manutenção é evidente, tem regiões onde a comunidade esperava há mais de dez anos e agora que estamos levando o asfalto, fazendo o meio-fio e percebemos que muitos moradores já começam a construir calçadas. Existe uma parceria saudável da Prefeitura com o cidadão.
HC – Em uma escala de zero a dez, que nota o secretário dá para as vias públicas da cidade?
WB – Até por uma questão de consideração com a nossa gente, sete.
HC – O problema dos buracos na cidade não é uma exclusividade desta administração. Qual a situação herdada da administração passada quanto à malha asfáltica de Dourados?
WB – Na verdade, a malha está totalmente vencida. Isso é simples. Quando não há manutenção, os serviços se deterioram. E estamos justamente buscando recuperar esse cronograma,com manutenção e atenção.
HC – Para finalizar, para que o leitor entenda, o secretário poderia explicar de forma RESUMIDA, como funciona o processo de licitação para contratação das empresas que prestam serviço de tapa-buracos na cidade?
WB – Como todo procedimento de compra e venda de serviços, respeitando a peculiaridade do Serviço Público.
Fonte: Folha de Dourados



