Dourados participa de encontro étnico racial em Cuiabá
Educação – 29/04/2008
Dourados participa de encontro étnico racial em Cuiabá
Uma equipe de Dourados participou do encontro chamado “Diálogo Regional sobre a implementação das Diretrizes Curriculares da Educação das Relações Étnicos-Raciais”, nos dias 23 e 24 de abril em Cuiabá (MT). O encontro foi promovido pela Secretaria de Ação Continuada, Alfabetização e Diversidade do MEC (Ministério da Educação).
A equipe de Dourados estava formada pela professora Edna Aparecida da Silva, coordenadora de Políticas para a Promoção da Igualdade Racial (CPPIR) da Secretaria de Governo da Prefeitura de Dourados, pelo professor Edivaldo Atílio Machado, da Secretaria Municipal de Educação, pela professora Amélia Leite de Almeida, coordenadora da Divisão de Inclusão e Diversidade da Uems, pelo professor Márcio Mucedula Aguiar, do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da UFGD e pela professora Maria Socorro Maia, do Comafro (Conselho Municipal de Desenvolvimento e Defesa dos Afro-brasileiros). A professora Rute Valetim, coordenadora de Políticas para a Diversidade da Secretaria de Estado de Educação também participou.
De acordo com Edna, o objetivo do evento foi elaborar metas de curto, médio e longo prazo, construindo o “Plano Nacional de implementação das Diretrizes Curriculares da Educação das Relações Étnico-Raciais”. Para isto, estão ocorrendo seis diálogos regionais (Nordeste I e II, Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Sul). As discussões serão fechadas no dias 17 e 18 de junho, quando ocorrerá em Brasília o encontro nacional sobre a Lei 10.639/03.
Agora, Edna trabalha para organizar o Fórum Municipal de Educação e Diversidade Étnico-Racial. O fórum é importante, segundo ela, para garantir na Secretaria de Educação a atuação das equipes formais de referência e a implementação da política pedagógica da diversidade étnico-racial. “O fórum é um espaço de controle social, tanto do governo como da sociedade civil; é um meio que a sociedade tem de acompanhar o processo”, diz Edna.
Para Leonor Franco de Araújo, coordenadora geral da Diversidade do MEC, a educação para as relações étnicos raciais precisa dar conta da história da África e da contribuição do povo negro no Brasil. “É preciso romper com a exclusividade do modelo ‘eurocêntrico’ e construir espaços onde os estudantes tenham referências da contribuição Africana na formação do Brasil, cumprindo o que determina a Lei de Diretrizes e Bases e a Lei 10.639/03”, ressaltou durante o encontro de Cuiabá.
A lei inclui no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira”. A lei obriga o ensino da história da África e dos africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional. A lei também estabelece no calendário escolar o dia 20 de novembro como o “Dia Nacional da Consciência Negra”.
Fonte: Folha de Dourados



