Douradenses acham absurdo equipe jogar no ‘Chavinha’
O 'majestoso' estádio Frédis Saldivar está interditado, enquanto a LEDA requer em regime de urgência uma reforma
Operário Atlético Clube – 26/08/2009
Waldemar Gonçalves – Russo
A reportagem através de consulta a torcedores que freqüentam os estádios de Dourados apurou que todos, sem exceção, acham um absurdo a diretoria e comissão técnica do OAC (Operário Atlético Clube) ser obrigada a mandar seus jogos pelo Campeonato Sul-Mato-Grossense para a vizinha cidade de Itaporã porque os dois estádios de Dourados não estariam dando condições.
Com a maioria indignada com tal decisão, os jogos do “Tigre” serão levados para o estádio “Chavinha” que fica a 17 quilômetros de Dourados, porque o “majestoso” estádio Frédis Saldivar está interditado por determinação do MPE (Ministério Público Estadual) enquanto a LEDA (Liga Esportiva Douradense de Amadores) requer em regime de urgência urgentíssima, a construção do vestiário para os árbitros; melhorias nos sanitários e uma ampla reforma nas arquibancadas que estão instaladas próximas aos vestiários das equipes.
CLASSE POLÍTICA E EMPRESARIAL
Mesmo com a revolta e a incredulidade de que o OAC vai estrear em “casa” como mandante, jogando no próximo domingo no “Chavinha”, uma grande maioria dos consultados pela reportagem disseram que estarão no estádio para prestigiar o grupo que hoje está sendo comandado pelo treinador Moacir Amorim. “Não tem jeito mesmo. Vou ter de ir de moto até Itaporã para ver o meu operarinho jogar domingo. Isso é um absurdo. Temos dois estádios e ao mesmo tempo nenhum. Cadê nossos políticos. E a classe empresarial, porque não dá uma força para o operarinho…! Só mesmo em Dourados”, disse o técnico em eletrônica Cláudio Melgasso, revoltado pelo fato do OAC não jogar em Dourados, acrescentando que não perde um jogo realizado no legendário Napoleão Francisco de Souza.
Outra pessoa revoltada com o fato é Yeda Maria Gonzales, residente no Jardim Itália e torcedora do “Tigre douradense” em razão de ser de origem paraguaia. Para ela, reforçando a maioria das opiniões dos torcedores consultados pela reportagem, o que falta mesmo é vontade “política e empresarial” para que uma verdadeira reforma no estádio da LEDA seja realizada. “Nossos políticos e nossos empresários somem nesta hora, né. Porque eles não aparecem agora para dar uma força para o Manteiga e principalmente para ajudar o futebol de nossa cidade crescer igual nas outras cidades da região…?, questionou a mulher dizendo que não vai poder ir em Itaporã para ver o seu time de coração jogar, por motivos óbvio, que é a distância. “Eu e meu namorado fomos em quase todos os jogos do Amador e dos Veteranos, pois a LEDA é perto de nossa casa, né”, diz revoltada a torcedora, dizendo que a diretoria operariana em regime de mutirão poderia colocar o estádio douradense em condições de mandar os seus jogos em Dourados, fazendo as reformas que estão sendo obrigadas a fazer para que o torcedor não tenha que se deslocar até Itaporã para prestigiar a equipe.
LEDA 10 X DOURADÃO 0
Por outro lado, os torcedores questionados sobre qual dos dois estádios eles gostariam de ir para prestigiarem o “Tigre”, todos, sem exceção disseram preferir o legendário Napoleão Francisco de Souza em vez do Frédis Saldivar. “Moro no Izidro Pedroso, mais não gosto do Douradão porque fico muito longe dos jogadores. Na LEDA é bem mais gostoso de ir cornetar” disse Osmar Duarte, acrescentando que também não pretende ir até Itaporã para assistir o jogo, por temer problemas tanto na ida como na volta com o seu velho fusca e porque a rodovia está em obra. “E depois querem que o futebol daqui cresça. De que jeito, se temos dois estádios e ao mesmo tempo nenhum. Agora, Dourados perder para Itaporã, Rio Brilhante, Naviraí, Maracaju e até para Glória de Dourados, ! Isso é um absurdo, não é mesmo…!” encerrou Osmar Duarte com uma ponta de decepção por não poder acompanhar a equipe operariana.
Independente das opiniões acima, todos os consultados demonstraram ser favoráveis para que o “Tigre” leve seus jogos na LEDA e não no “Douradão” que poderá receber jogos, desde que seja com os portões fechados, ou seja, sem a presença de sua torcida, todavia, para isso a diretoria em conjunto com o Poder Público e a classe empresarial e política da cidade, deveria colocar o estádio em condições para que pudesse atender as obrigações, conseqüentemente abrigar os torcedores e dar condições para que os árbitros possam se trocar para poderem trabalhar.
Fonte: Folha de Dourados



