O empresário Fernando Sampaio de Souza e Silva, de 36 anos, foi preso por estelionato em Balneário Camboriú, no litoral catarinense, após ser monitorado por um mês pela polícia do Pará. Os agentes seguiram os passos dele no Rio de Janeiro e em Santa Catarina.
Fernando é dono da empresa Outsider Tours, que vende pacotes de viagens e ingressos para eventos esportivos em todo o país. A empresa teve diversos problemas com a Justiça nos últimos anos, com centenas de investigações e processos nas justiças cível e criminal.
Após ficar durante o mês de dezembro no Rio, Fernando, passou a virada de ano em um prédio de luxo no centro da cidade com o pai.
As investigações de uma delegacia no sudeste do Pará indicaram um prejuízo de R$ 8,2 mil para quatro clientes paraenses torcedores do Flamengo. Eles compraram pacotes de ingressos para a final da Libertadores em Lima, contra o Palmeiras. Após não terem recebido os ingressos, foram à polícia:
“Essas vítimas representaram pelo crime de estelionato. Elas adquiriram ingressos e não receberam seus tíquetes para o jogo. Representamos pela prisão preventiva e iniciamos o monitoramento desse indivíduo”, afirmou o delegado Erivaldo Campelo, da Superintendência do Lago Tucuruí, da Polícia Civil do Pará. A prisão foi feita quando Fernando saía do edifício.
O delegado citou que, durante as investigações, viu reportagens que demonstravam que ele respondia a 600 processos em todo o país por ter feito vítimas nos últimos anos, e que Fernando tinha mais de 30 registros de ocorrência apenas no Rio de Janeiro.
“Existia uma continuidade delitiva, com delitos praticados em diversos estados do nosso país. Conseguimos demonstrar ao poder judiciário que qualquer medida judicial diversa da prisão não seria suficiente para a aplicação da lei penal”, explicou. “Tem que analisar não só essas vítimas, mas todas as vítimas que ele tem feito desde 2022”.
Na decisão, o juiz sustentou que Fernando Sampaio, caso estivesse solto, poderia continuar praticando golpes. Para o magistrado, a série de casos na Justiça, com múltiplas empresas utilizadas para receber pagamentos e captação de vítimas em larga escala em ambiente digital, demonstravam o “elevado grau de periculosidade” de Fernando Sampaio.
As páginas da Outsider nas redes sociais já não podiam ser acessadas nesta quinta-feira (8).
No site, lê-se o aviso: “Estamos temporariamente fechados”. (Informações g1)
