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Dois em cada 5 remédios infantis podem causar hiperatividade

Estudo – 27/02/2008

Um estudo conduzido no Reino Unido apontou que 40% dos medicamentos infantis comercializados no país contêm aditivos que podem provocar hiperatividade em crianças.
A pesquisa, realizada por especialistas da ONG Food Commission, analisou 50 medicamentos administrados em crianças, incluindo analgésicos, xaropes e antibióticos.
Os pesquisadores descobriram que dos 50 medicamentos, 28 continham substâncias químicas associadas à impulsividade e falta de concentração.
Essas substâncias, a maioria corantes e conservantes, estão em uma lista de sete aditivos apontados em um estudo da Universidade de Southampton University divulgado em setembro passado, que mostrou evidências de que misturas de corantes e conservantes teriam ligação com níveis elevados de hiperatividade em crianças.
Aditivos
Segundo a Food Commission, alguns dos medicamentos com as substâncias são receitados para crianças com menos de três anos.
Os aditivos foram encontrados em 17 dos 37 remédios produzidos à base de paracetamol, entre eles o popular Calpol. Também foram encontrados aditivos em 2 de 11 medicamentos feitos com ibuprofeno e em 4 de 9 xaropes analisados.
Entre os antibióticos, 3 dos 5 produtos feitos à base de amoxicilina e 2 das 8 fórmulas à base de eritromicina também continham as substâncias.
Segundo a Food Commission, os aditivos encontrados foram os corantes alimentícios tartrazina, quinilina amarela, carmoisina, ponceau 4R e cermelho allura, além do conservante benzoato de sódio.
Anna Glayser, porta-voz da Food Commission, alertou os pais para o perigo das substâncias. ‘Nós pedimos que os farmacêuticos dêem o cartão vermelho para corantes artificiais desnecessários. Como as bulas ficam escondidas dentro das caixas, é quase impossível para os pais saberem qual produto estão comprando.’
‘Muitos pais não querem expor seus filhos a aditivos desnecessários, especialmente os que são ligados à hiperatividade e outros problemas de saúde’, disse a porta-voz.
A associação dos produtores de medicamentos do Reino Unido, Proprietary Association of Great Britain, disse, em comunicado, que não há evidências de que o uso de aditivos em remédios para crianças seja prejudicial à saúde.
‘Os aditivos têm uma função válida, como evitar que o medicamento prescreva ou dar uma cor mais atraente do que a apresentada pelos ingredientes originais’.
A associação disse, no entanto, que está esperando uma revisão que está sendo realizada pela EFSA (Autoridade Européia de Segurança Alimentar, na sigla em inglês) sobre o uso de corantes alimentícios e ‘tomará atitudes se necessário’.

Fonte: Portal do consumidor

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