Divórcio é prejudicial à saúde
Artigo – 29/01/2008
O divórcio não é só ruim para a saúde, como também o é para o meio ambiente; segundo um estudo da Universidade do Estado do Michigan (EUA), os casais que se separam consomem mais água e energia do que quando vivem juntos. Isto mesmo, esta notícia foi veiculada no provedor YAHOO, no dia cinco de dezembro de 2007.
A análise, publicada pelo diário “The Washington Post”, destacou que os casais que vivem juntos, suas famílias ao redor do mundo utilizam os recursos de forma mais eficiente que os lares de pessoas separadas.
“Os pesquisadores calcularam que em 2005 os lares de norte-americanos separados consumiram de 42% a 61% mais recursos por pessoa que antes do divórcio, com gastos 46% maiores em eletricidade e 56% maiores com água”. Muita coisa não? Mas, como justificar tal constatação? Como teólogo, foi na teologia sacramental (matrimonial) que fui buscar uma resposta.
Na Igreja Católica o casamento é considerado como “O pacto matrimonial, pelo qual um homem e uma mulher constituem entre si uma íntima comunidade de vida e de amor, fundado e dotado de suas leis próprias pelo Criador. Por sua natureza, é ordenado ao bem dos cônjuges, como também à geração e educação dos filhos. Entre batizados, foi elevado, por Cristo Senhor, à dignidade de sacramento.” Pois bem, o casal preserva a atitude de viverem duas pessoas com uma única finalidade, o que não o faz (casal) dispersar suas forças e energias, contenta-se com menos, e por isso mesmo, torna-se menos exigente no próprio consumo de bens materiais, o amor alimenta uma vida mais simples e desprovida de ganâncias e vaidade.
Ao contrário, os separados – cada um exige de si mais forças e energias, até mesmo na conquista de um novo parceiro (a), e as forças e energia que produzem tiram-nas da natureza, de alguma forma. No sentido teológico, surge o problema da desestruturação espiritual, a ser compensada por uma vida menos regrada, muitas vezes movida por momentos de compensações inadequadas.
Voltando à questão científica, um relatório, publicado previamente pela revista “Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America (PNAS)” também informa que se os casais divorciados tivessem ficado juntos em 2005, os EUA teriam economizado 73 bilhões de quilowatts/hora de eletricidade e 2,370 bilhões de litros de água só no ano em questão. Outra constatação bombástica, sobretudo quando o planeta passa por problemas ecológicos tão sérios. Isto vai desvelando uma realidade em que a Igreja insiste muito: a vida espiritual, serena, equilibrada, influencia na vida social e esta desencadeia na condução dos problemas planetários. Por sua vez, a vida espiritual desequilibrada, onde o matrimônio tem um papel de grande influência, leva também a causar dificuldades, até mesmo na escassez de recursos.
Jianguo Liu, um dos co-autores do estudo, afirmou que os lares nos quais vivem casais que utilizam a energia e a água de forma mais eficiente que os dos divorciados, porque compartilham dos mesmos recursos, incluindo luz e calefação, o consumo é muito menor e a própria natureza é melhor preservada, já que não é sugada nos seus recursos. Além disso, os lares de divorciados que os autores pesquisaram entre 1998 e 2002 utilizam mais espaço.
No Novo Testamento, Jesus Cristo atribuiu ao próprio Deus as palavras que figuram no Gênesis: “Não ouvistes que, no princípio, o Criador os fez varão e mulher? Disse: por isso deixará o homem o pai e a mãe e se unirá à mulher, e serão dois numa só carne.” (Mt. 19, 4-5) Com efeito em Gen. 2,24 vê-se: “O homem deixará seu pai e sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão dois numa só carne.” e, ainda, “não separe o homem o que Deus uniu” (Mt. 19,6).
Existem ainda pessoas conhecidas do mundo artístico que consideram o matrimônio como uma bênção, é o caso da vocalista Paula Toller, do grupo musical Kid Abelha. Numa entrevista a revista da Gol (empresa área), ela diz que é casada a 19 anos e critica quem acredita que o casamento não deve ser para sempre.
Pe. Crispim Guimarães- Coordenador de Pastoral da Diocese de Dourados.
Fonte: Folha de Dourados



