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Distribuição de pílula do dia seguinte no carnaval gera polêmica

Polêmica – 23/01/2008

As prefeituras do Recife e de Paulista (PE) vão distribuir, durante o carnaval, pílulas do dia seguinte, usadas para impedir a gravidez após a relação sexual. A Igreja não gostou da iniciativa e afirma que irá entrar até na Justiça se autoridades não voltarem atrás. As mulheres que fizerem sexo sem proteção vão ter direito a um kit de emergência. Cada estojo contém dois contraceptivos conhecidos como pílulas do dia seguinte, uma camisinha masculina e uma feminina. As prefeituras argumentam que as pílulas do dia seguinte podem prevenir a gravidez indesejada. A Igreja não gostou da idéia e resolveu tentar impedir a distribuição das pílulas do dia seguinte no carnaval. Para a Arquidiocese de Olinda e Recife, os comprimidos estimulam a prática do sexo e até mesmo do aborto. Se as prefeituras insistirem nessa medida, a Igreja diz que vai entrar com uma ação na Justiça. “É uma decisão criminosa porque fere todos os princípios de defesa da vida e da sua concepção. A gente entende que a vida tem início a partir da fecundação. A prefeitura tem que orientar a população a não tomar esse caminho de cultura da morte”, disse Vandson Holanda, da pastoral da Saúde. Prevenção Alheio à polêmica, mas atento à prevenção, o Ministério da Saúde vai enviar aos estados e ao Distrito Federal, na próxima semana, quase 20 milhões de camisinhas para o carnaval. Já em Salvador, como acontece há 11 anos, o Bloco da Camisinha pretende distribuir 50 mil preservativos entre os foliões.

Fonte: Folha de Dourados

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