Pular para o conteúdo
Quinta-feira, 5 de novembro de 2026 Dourados 27 °C

Desde 1968 Ano 58

Desde 1968 · Ano 58

Agora
Arquivo

Dinheiro ainda não saiu do papel

Já se passou um mês que o Governo Federal fez o anúncio do Plano Safra 2007/2008, mas até agora os recursos não estão disponíveis

Plano Safra – 27/07/2007

Já se passou um mês que o Governo Federal fez o anúncio do Plano Safra 2007/2008, mas até agora os recursos não estão disponíveis para os agricultores familiares nos bancos. Há previsões que as contratações sejam autorizadas a partir de 1º de agosto.
A demora na liberação, segundo Adoniram Sanches Peraci, secretário de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário fica por conta das portarias de equalização das taxas de juros, hoje na Procuradoria Geral do Ministério da Fazenda e do ajuste do sistema operacional dos bancos aos conjuntos de novas medidas.
Só no Rio Grande do Sul, cerca de 400 mil famílias de pequenos agricultores aguardam a liberação para iniciar o investimento nas propriedades e custear as lavouras. No lançamento do plano, em 27 de junho, a expectativa era de que os recursos estivessem disponíveis, no máximo, em 20 dias.
Boa parte dos recursos da agricultura comercial também está na dependência da liberação do Ministério da Fazenda, mas não há qualquer previsão.
Para representantes do agronegócio gaúcho, o atraso atrapalha e gera preocupação. Segundo o coordenador da Comissão de Grãos da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Jorge Rodrigues, o produtor já poderia estar adquirindo insumos, negociando melhores preços e condições de pagamento.
– O ano-agrícola já se iniciou e quanto antes as coisas se definirem melhor. O plantio do milho, por exemplo, começa em agosto. A demora é prejudicial – afirmou Rodrigues.
Apreensivo, o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do RS (Fetag/RS), Elton Weber, teme que não saiam todas as portarias nesta data, interferindo no fluxo da liberação de recursos nos meses seguintes, como em 2006.
– Estamos mais ou menos no ritmo do ano passado, mas seria preciso garantir que a equalização sai para o montante total de recursos – alertou o presidente da Fetag.

Fonte: Folha de Dourados

Anuncie na Folha de Dourados

Desde 1968 informando Dourados e a Grande Dourados.

Fale com o comercial