Dilma já admite disputa entre PT e PMDB em MS
Eleições 2010 – 25/11/2009
Os principais líderes do PT em nível nacional já admitem o enfrentamento com os aliados peemedebistas em Mato Grosso do Sul e em outros centros onde a possibilidade de aliança é considerada inviável. Na segunda-feira, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, falou sobre a dificuldade de repetir nos Estados a aliança nacional do PT com o PMDB e admitiu que não é democrático impor pactos “lá de cima”, conforme reportagem publicada na edição de ontem do jornal Folha de São Paulo. Apesar da pressão da cúpula petista e de Lula para que o PT faça concessões ao PMDB e preserve a candidatura de Dilma, a tese do projeto nacional não vingou em Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rondônia e Piauí. Em Mato Grosso do Sul, a tese da candidatura própria ganhou força com a eleição de apoiadores do projeto de candidatura do ex-governador Zeca do PT. Em Rondônia e no Piauí, também venceram os defensores de candidaturas próprias.”Não é possível querer defender uma coisa que está na cabeça da gente e querer que a realidade se enquadre. É o inverso”, disse a ministra, provável candidata do PT à Presidência-, em Florianópolis, repetindo o que o presidente Lula havia dito no domingo. Ele declarou não ter mais “ilusão” de que a aliança será possível em alguns Estados e admitiu a existência de “dois ou mais” palanques para Dilma onde houver divergências.Em entrevista ontem em Campo Grande, o governador André Puccinelli (PMDB) mudou o tom do discurso, admitindo enfrentar o candidato petista durante as eleições do ano que vem quando tentará a reeleição. “Que venha o Zeca, se preciso for vou enfrentá-lo”, disse em entrevista ontem, durante evento de entrega de geladeiras na periferia da cidade. André disse que esperou até agora pelo PT atendendo um pedido do presidente Lula e da ministra. No entanto, as principais lideranças políticas do partido insistem na candidatura de Zeca do PT ao Parque dos Poderes em 2010. Ainda durante a entrevista, André Puccinelli desdenhou o encontro ocorrido na segunda-feira entre os líderes petistas e o ex-senador e presidente de honra do PSDB, Lúdio Coelho. “Todo mundo procura todo mundo”, afirmou. “Que eu saiba, eles pediram apoio e Lúdio não deu”, emendou o governador, voltando a avisar que só irá tratar do processo sucessório estadual a partir de março do ano que vem. Bloco Democrático A tendência de enfrentamento entre petistas e peemedebistas nas próximas eleições em Mato Grosso do Sul é tudo o que deseja o Bloco Democrático Reformista, composto por PSDB, DEM e PPS. A idéia, nesse caso, é permanecer no mesmo palanque de André Puccinelli. Caso contrário, a frente partidária se diz disposta a lançar candidatura própria ao governo estadual.
Fonte: Douradosagora



