Dia será marcado com intervenção na Marcelino Pires
Teatro e do Circo – 26/03/2009
A arte teatral vem construindo sua história na cidade de Dourados, as lutas dos artistas locais ganham destaque por meio de movimentos, eventos e manifestações que propõem revelar ao município a essência da identidade teatral local.
No dia 27 (sexta-feira) é comemorado o dia Internacional do Teatro e do Circo. A partir das 9h30 min. artistas da cidade propõem uma intervenção na Avenida Marcelino Pires para comemorar a data, e manifestar suas reivindicações pedindo mais apoio, incentivo e valorização no âmbito social local.
Participaram da intervenção grupos teatrais da cidade como o Hendy – Grupo de Experimento e Pesquisa em Teatro, Cia. TUDO/UFGD (Teatro Universitário de Dourados), Cia. Simbiose, Trupe Zomba/UEMS, e simpatizantes que juntos abraçam a luta pela valorização do que é produzido aqui, em detrimento, da super valorização do que vem de fora. Neste ano o grupo ganha um reforço especial da 1º turma de Artes Cênicas da UFGD (Universidade Federal de Dourados), o curso implantado em 2009 promete potencializar a evolução que a arte vem sofrendo nos últimos anos e movimentar ainda mais a cena teatral local trazendo qualificação, atualização, intercâmbio e a profissionalização da profissão. Juntos, estes grupos, convidam os artistas locais a se unirem a causa e construírem o Novo Teatro Douradense, movimento cunhado pelo coletivo em reuniões de reflexão sobre a produção teatral local e projeção de ações futuras.
É válido lembrar a importância do teatro para a cultura geral de um povo, o teatro ajuda a formar o caráter de sua platéia e é um fenômeno imanente ao ser humano. Por meio de sua experiência de troca “ao vivo”, tão escassa nas relações contemporâneas, constroem princípios, fomenta uma formação crítica, e o principal, colaborar para a inclusão social e cultural por meio da experiência coletiva. Além de formar grandes artistas que se destacam no cenário teatral do país por suas linguagens particulares.
Dourados possui vários artistas que também fazem a diferença no cenário teatral, fora da cidade apresentam trabalhos que ganham destaques no país, como o poeta Emanuel Marinho, performer conceituado de Dourados, que recentemente esteve em Portugal. Também vale destacar o trabalho do Hendy – Grupo de Experimento e Pesquisa em Teatro, que à três anos constroem diariamente sua linguagem teatral particular, ganhando destaque estadual. O grupo, neste ano foi novamente aprovado para compor o repertório escolhido pela Fundação de Cultura do Estado, para circular o estado por meio do projeto Circuito Sul-matogrossense de Teatro. O Hendÿ ainda apresenta a peça “A Cabeleireira” no Teatro Aracy Balabanian (dia 29) em Campo Grande, fechando a programação da semana do Teatro em Mato Grosso do Sul, e levando novamente o nome do município aos palcos da capital.
O teatro é uma arte dinâmica, uma das mais antigas expressões artísticas do ser humano. É na arte de representar que o público pode sentir vários sentimentos, através de cenas que divertem, emocionam, proporcionam reflexões, coloca em discussão temas que envolvem a sociedade em um contexto geral, e acima de tudo, representam a vida cultural. Para que essa arte permaneça e perpetue é preciso que o público faça-se presente e leve esse costume de geração em geração. O incentivo maior que um artista pode receber no seu trabalho vem da platéia, sem público não á arte.
Por isso que os artistas convidam todos os douradenses a abraçar este projeto tão importante e marcante para a cidade, e a refletir sobre qual é a cultura que cada indivíduo valoriza dentro do contexto municipal. O coletivo de grupos ainda trará novas ações mensais que procuram qualificar os artistas locais e com isso mostrar ao publico douradense sua produção. Fazer nascer á cultura teatral em cada cidadão será uma árdua tarefa, mas acima de tudo realizada por humanos, por meio do contato sensível, com muita força de vontade, e principalmente pelo amor a arte. E qual é a sua cultura?
Fonte: Folha de Dourados



