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Dia mundial da água: consumo racional é essencial à vida

A água é um elemento fundamental e indispensável para a vida na Terra. Cerca de 70% do peso corporal de um ser humano é composto de água

Indispensável – 22/03/2009

A água é um elemento fundamental e indispensável para a vida na Terra. Cerca de 70% do peso corporal de um ser humano é composto de água, que é expelida e precisa ser reposta com frequência. O líquido também é indispensável na higienização pessoal e dos alimentos, dentre outras importantes utilidades.Hoje se comemora o Dia Mundial da Água, quando sua inegável importância é colocada em evidência e uma preocupante problemática também. O desperdício e o mau uso da água podem levar ao seu esgotamento.Embora a água cubra aproximadamente três quartos da superfície terrestre, menos de 1% está disponível para ser consumida pelos seres humanos. Isso porque 97% é água salgada e 2% da doce está congelada em geleiras e calotas polares. De acordo com Augusto Tosado, responsável pela Diretoria Socioparticipativa do Instituto de Gestão das Águas e Clima (Ingá), as maiores perdas de água doce acontecem nas bacias hidrográficas, mas a quantidade desperdiçada por conta do mau uso no ambiente doméstico também é assustadora. “O maior problema é o desmatamento das  matas ciliares – vegetação nativa que se desenvolve no curso dos rios – que formam uma barreira física que protege as águas do assoreamento, evitando a erosão do solo”, explica Augusto.O segundo maior problema, na opinião de Augusto, é a poluição dos mananciais. “O despejo de cargas orgânicas sem passar por uma estação de tratamento de esgoto contamina grande quantidade de água”, diz.No próximo dia 30, será lançado o Programa Estadual de Restauração e Conservação de Matas Ciliares e Nascentes.Consumo –  Os problemas mais preocupantes e que mais contribuem para a extinção da água potável não se restringem àqueles que poluem diretamente os rios. A forma como a água é distribuída à população pelas estações de tratamento e como ela é consumida deixa a desejar.De acordo com Asher Kiperstok, doutor em Engenharia Química Tecnologias Ambientais, 40% da água que sai das estações de tratamento chegam ao consumidor. A outra parte se perde em vazamentos nas tubulações, em sua maioria muito antigas.Além da substituição regular das tubulações que levam água até as casas, Kiperstok sugere mudança no sistema tarifário. “A quantidade de água necessária para uso básico deveria ser mantida a baixo custo. O custo da tarifa não-básica seria maior e faria o usuário refletir”, explica, acrescentando que seria preciso aderir a uma tecnologia para implantação do sistema. “Os consumidores conheceriam os gastos e poderiam administrá-lo responsavelmente”, afirma.

Fonte: Folha de Dourados

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