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Dia do Engenheiro: Faltam profissionais no mercado

Geral – 11/12/2008

Escolher uma profissão não é tarefa fácil. Mas aqueles que têm o dom para ciências exatas e sonham em trabalhar em grandes empresas podem ter essa decisão facilitada: o país está atrás de engenheiros.
No dia 11 de dezembro, quinta-feira, comemora-se o dia do Engenheiro e, segundo um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), esses profissionais estão escassos. O Brasil tem hoje seis engenheiros para cada grupo de 100 mil pessoas, quando o ideal deveria ser de pelo menos 25 por cada 100 mil habitantes para dar conta das vagas atualmente abertas.
A escassez de engenheiros é um problema para qualquer país em desenvolvimento, pois há um grande número de estradas, ferrovias, portos, fábricas e edifícios por fazer. O número de engenheiros formados todo ano no Brasil é baixo. Em 2006, 30 mil estudantes brasileiros saíram da universidade diplomados em engenharia. Enquanto isso, a Coréia do Sul graduou 80 mil engenheiros. Hoje, os estudantes de engenharia deixam a universidade com cinco ofertas de trabalho, em função de déficit de profissionais no mercado.
Diante da escassez de profissionais, as empresas estão aumentando o salário dos engenheiros. De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a remuneração inicial média triplicou no último ano, de R$1,5 mil para os atuais R$ 4,5 mil reais. Aumento não registrado em outras profissões.
Uma das medidas defendidas por especialistas para diminuir a escassez de profissionais dessa área é a aposta num tipo diferente de ensino de nível superior: os cursos tecnológicos. Eles duram em média dois anos, portanto a metade do tempo de uma faculdade convencional, e ao fim os estudantes saem com um diploma de curso superior, como os demais.
Essa agilidade do curso é bem-vinda no contexto atual, no qual as empresas buscam profissionais no exterior para suprir essa demanda. Outra característica positiva dessas escolas é o foco no lado mais prático da profissão já que o objetivo é preparar profissionais para atender a necessidades bem concretas do mercado.
Nesse contexto, a Anhanguera Educacional oferece diferentes possibilidades de estudo para os alunos que buscam uma vaga nesse mercado promissor. São cursos de bacharel ou tecnólogos que formam profissionais em diversas áreas da engenharia, preparando-os para atuar diretamente no mercado de trabalho.
A instituição oferece os seguintes cursos na área das ciências exatas: Agronomia, Engenharia Civil, Engenharia da Computação, Engenharia de Controle e Automação – Mecatrônica, Engenharia de Produção, de Produção Mecânica e Produção Sucro-Alcooleira, Elétrica, Mecânica, Engenharia de Processos de Produção, além dos tecnólogos em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Automação Industrial, Geoprocessamento, Gestão Ambiental, Gestão da Tecnologia da Informação, Mecatrônica Industrial.
O Estado, que por anos teve sua economia baseada no binômio boi-soja começa a apresentar os sintomas da industrialização. Mato Grosso do Sul abriga mais de cinco mil empresas, com importante participação no Produto Interno Bruto do estado. “É o início de uma fase propícia a grande desenvolvimento, inclusive para a área tecnológica”, ressalta o presidente do Conselho Regional de Engenharia, Agronomia e Arquitetura de Mato Grosso do Sul (Crea-MS), engenheiro Amarildo Miranda Melo, que faculta o bom momento da Engenharia à expansão econômica do Mato Grosso do Sul.
Analisando o número de solicitações de registro e visto que chegam até o Crea-MS pode-se constatar que o número de novos profissionais graduados pela instituições de ensino superior sul-mato-grossenses que chegam ao mercado local é igual ao número de profissionais que vêm de outros estados para trabalhar em Mato Grosso do Sul.
 Em 2006, 651 novos profissionais foram registrados pelo Conselho, enquanto que o número de profissionais que solicitaram registro foi 664 profissionais solicitaram registro. Em 2007, 690 novos profissionais registram-se no Crea-MS, ao passo que 636 profissionais solicitaram visto para atuar no mercado sul-mato-grossense. Ou seja, Mato Grosso do Sul, atrai, de outras localidades do país, a igual quantidade de profissionais graduados anualmente pelas instituições de ensino locais.
A partir de 2009 Campo Grande passa a contar com três novos cursos de Engenharia oferecidos pela Anhanguera. Na Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal (Uniderp), além das tradicionais Engenharia Civil, Elétrica e de Computação, serão oferecidos os cursos de Engenharia Mecânica, Engenharia Mecatrônica e Engenharia de Produção.
Já o Centro Universitário Anhanguera de Campo Grande (antiga Unaes), que foi a primeira instituição a contar com o curso de Engenharia de Produção no Estado, também torna-se pioneiro ao abrir vagas para o curso de Engenharia de Produção Sucro-Alcooleira. Na nova unidade que será inaugurada em 2009, ainda serão oferecidos os cursos de Engenharia Mecânica e de Engenharia de Controle e Automação – Mecatrônica.

Fonte: Assessoria

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