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‘Dia 15 – Dia do Professor!’, por José Tibiriçá Martins Ferreira

A data remonta ao dia 15 de outubro de 1827, quando Dom Pedro I assinou o decreto imperial que criou as escolas de primeiras letras no Brasil, considerado feriado escolar oficial no Brasil, conforme o Decreto nº 52.682/1963. Há algum tempo atrás foi criada uma metáfora sobre o professor com esta frase: “Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!”, a metáfora do conto “Um Apólogo”, de Machado de Assis.

O significado é que a Agulha
representa o professor ou o educador que aquece, guia, abre caminhos e faz o trabalho duro de perfurar o tecido e a
Linha simboliza os alunos comuns, aqueles que passam pela sua vida escolar sem grande destaque, preparo ou brilho inicial.

O Sentido é que o professor compara-se ao instrumento que trabalha em silêncio, conduzindo e estruturando pessoas simples ou desqualificadas, muitas vezes sem receber o devido reconhecimento ou vendo a linha o aluno ir embora “gozar a vida” e brilhar com o vestido pronto, enquanto ele permanece guardado na caixinha.

Fui professor, minha mãe Jahyr Martins Ferreira (in memorian) minhas irmãs Doroty Martins Ferreira, Iracema Maria de Fátima Ferreira, minhas primas irmãs Angelina Ferreira Aguiar (in memorian), Dalva Ferreira Bitencourt e minha esposa Neiva Andrade Ferreira que agora tem dado sinda uma mão ajudando os netos algumas vezes no reforço escolar nas horas que eles precisam.

Parabenizo em nome delas e o meu os demais professores nesta data que dão sua contribuição para tirar muita gente da ignorância nesse Brasil.

Olha que apesar desse esforço o Censo de 2025 detectou ainda a existência de cerca de 8, 4 milhões de analfabetos, apesar da evolução, o nosso país não cumpriu a meta do Plano Nacional de Educação (PNE), que previa a erradicação do analfabetismo até 2024.

Enquanto o Nordeste registra o maior índice, a região Sudeste (2,3%) apresenta as menor taxa de analfabetismo, sendo que
o percentual levantado nas regiões foi assim: Nordeste 10,6%, Norte 5,7%, Centro-Oeste 3,3% e Sul 2,4% e
Sudeste: 2,3%. O estado do Nordeste que concentra o maior número absoluto de analfabetos é a Bahia que possui o maior contingente absoluto de pessoas com 15 anos ou mais que não sabem ler e escrever no Nordeste e em todo o Brasil cerca de 1,1 milhão a 1,4 milhão de pessoas, conforme as estimativas mais recentes do IBGE/PNAD).

O Ceará aparece em segundo lugar na região, com cerca de 823 mil analfabetos, terceiro
Pernambuc, ocupa a posição regional, com cerca de 763 mil analfabetos.

No dia 25 daqui 10 dias teremos uma eleição para escolher quem governará o Brasil por mais 4 anos. Chegou o momento de recolocarmos na sua presidência alguém que tenha no mínimo um curso superior, visto que é a terceira vez que infelizmente o Brasil é governado por uma pessoa que não tem o ensino fundamental.

Por três vezes prometeu tirar o nordeste da pobreza, mas continua no mesmo patamar, isso é reflexo do índice mais alto do analfabetismo no país. Sem conhecimento nenhuma região consegue chegar ao Progresso. Tomemos como parametro os 13 países latino-americanos analisados, o Brasil ficou atrás de 5 em ciências, Chile, Uruguai, Costa Rica, México e Colômbia; de 6 em leitura, Chile, Uruguai, Costa Rica, México, Colômbia e Peru; de 6 em matemática, Chile, Uruguai, Costa Rica, México, Colômbia e Peru; e de 7 em resolução de problemas computacionais, Chile, Uruguai, Costa Rica, México, Colômbia, Peru e Equador.

Corremos o risco de ele sendo reeleito, continuarmos sendo um país de terceiro mundo.

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