Destempero verbal de Puccinelli salva mandato de Ari Artuzi
Argumentação da defesa, de que Artuzi fora vítima de discriminação no PMDB, foi mais convincente dando-lhe a vitória
Política – 09/04/2008
O presidente do TRE/MS, desembargador Oswaldo Rodrigues de Melo, acatou argumentação da defesa, de que o deputado estadual Ari Artuzi (PDT) fora vítima de discriminação no PMDB, e inocentou o parlamentar douradense da acusação de infidelidade partidária. Coube a Oswaldo Melo dar, ontem no início da noite, o voto de minerva, já que a votação estava empatada em 3 a 3.
Na prática, essa é uma derrota política e pessoal do governador André Puccinelli, que utilizou todas as fichas e métodos para derrotar Artuzi no TRE, que a rigor, fez justiça com o parlamentar douradense.
Mesmo sem citar nomes, Oswaldo Melo entendeu que houve grave discriminação pessoal e perseguição política contra o parlamentar, o que justificaria a desfiliação do PMDB.
Como lembra hoje a edição do Correio do Estado, o desembargador se referia a Puccinelli e o deputado federal Geraldo Resende. As chacotas e piadas ocorridas durante as diversas expressões já anotadas, as quais foram produzidas por um membro de elevado escalão na estrutura interna do PMDB, bem como a adoção festiva de um deputado federal nos quadros do partido, a partir do que se alterou a relação política do requerido (Artuzi) com o comando partidário e filiados, não há dúvida de que, sendo homem simples ou não, deixou de existir uma referência associativa que justificasse a permanência do requerido no PMDB, sentenciou Oswaldo Melo.
A verdade é que em várias ocasiões Puccinelli foi grosseiro com Artuzi ao chamá-lo de animal de pelo curto, desdenhar de sua baixa escolaridade, criticar sua arcada dentária entre outros desaforos públicos e registrados na imprensa.
Aliás, falta de compostura pública é uma das marcas trabalhadas intensamente pelo atual governador de Mato Grosso do Sul, que nervoso faz chacotas de deputados, ofende prefeitos, desdenha de lideranças estudantis e, assim, subestima o povo.
Fonte: Folha de Dourados



