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Deputada Gleice Jane alerta para crise histórica de chikungunya em Dourados e cobra ação imediata

A deputada estadual professora Gleice Jane (PT) fez um alerta sobre a situação da chikungunya em Dourados, classificada por ela como a mais grave já registrada no município. Após reunião com o diretor da Força Nacional do SUS, Rodrigo Stabeli, a parlamentar afirmou que o cenário é de emergência em saúde pública e tende a se agravar nas próximas semanas.

Segundo Gleice, os dados apresentados são preocupantes. “A situação é gravíssima. Podemos estar diante da maior epidemia de chikungunya da história”, afirmou.

O diretor da Força Nacional do SUS também reforçou a gravidade do cenário. “O problema não começou na aldeia. Há sinais de transmissão desde o fim do ano passado e início deste ano, e o surto já se comporta como epidemia regional, com impacto no território indígena e expansão para o município”, afirmou Rodrigo Stabeli. Segundo ele, a positividade atual está entre 76% e 78%, indicando circulação viral muito intensa.

A deputada destacou que o número reduzido de agentes de endemias contribuiu para o agravamento do quadro. “Não é um problema recente e nem restrito a uma região específica. Existe histórico de notificações e isso já era uma tragédia anunciada”, disse.

Gleice Jane informou que está articulando ações junto ao governo federal e acompanhando de perto o trabalho da Força Nacional do SUS no município. Ao mesmo tempo, cobrou mais efetividade da gestão municipal no enfrentamento da crise.

“A presença da Força Nacional é fundamental, mas é preciso que o município assuma sua responsabilidade, amplie as ações de prevenção e garanta estrutura para atender a população”, afirmou.

A parlamentar também protocolou solicitações ao Governo do Estado para reforçar a rede de atendimento, incluindo o aumento de leitos no hospital regional, diante da previsão de crescimento no número de casos. Além disso, defendeu a distribuição gratuita de repelentes à população, em parceria entre o município e o Estado, como medida emergencial de proteção.

Outro ponto levantado por Gleice é a necessidade de preparação da rede de assistência social. A deputada solicitou que as secretarias estadual e municipal de assistência social se organizem para atender famílias que possam entrar em situação de vulnerabilidade, diante do impacto prolongado da doença.

“A chikungunya não é uma doença simples. A dor é intensa, a recuperação é lenta e pode deixar sequelas. Isso pode afastar pessoas do trabalho, afetar o comércio, a indústria, pressionar ainda mais o sistema de saúde e o INSS, e colocar famílias em situação de vulnerabilidade social”, alertou.

De acordo com especialistas e dados do Ministério da Saúde, mais de 50% dos casos podem evoluir com dor articular crônica por meses ou anos. Estudos apontam que entre 30% e 60% dos pacientes podem apresentar sintomas persistentes, com impacto direto na qualidade de vida. Em alguns casos, as limitações afetam atividades básicas do dia a dia.

Outro fator preocupante é o alto poder de transmissão dentro das residências. Diferentemente da dengue, a chikungunya tende a infectar vários membros da mesma família quando entra em uma casa.

Diante do cenário, Gleice Jane reforçou que a população também precisa colaborar com medidas de prevenção. Entre os principais sintomas da chikungunya estão febre alta, dores intensas nas articulações, dor muscular, fadiga e, em alguns casos, inchaço nas articulações.

A deputada destacou a importância do uso constante de repelentes, especialmente neste momento de alta circulação do vírus, além da eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, como água parada em recipientes.

“Cada pessoa precisa fazer sua parte. Usar repelente, cuidar do ambiente e procurar atendimento ao apresentar sintomas. Só com ação conjunta vamos conseguir enfrentar essa crise”, concluiu. 

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