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Depressão poderá ser a doença mais comum em 2030

OMS – 09/09/2009

A OMS (Organização Mundial de Saúde) divulgou na última quarta-feira (3) dados que indicam que nos próximos 20 anos a depressão deve se tornar a doença mais comum do mundo, podendo afetar mais pessoas do que qualquer outro problema de saúde, como por exemplo, câncer e doenças cardíacas.Além disso, para a OMS, a depressão será a doença que mais irá gerar custos econômicos e sociais para os governos, devido aos gastos com tratamento para a população e às perdas de produção.Os índices atuais mostram que 450 milhões de pessoas já sofrem diretamente com transtornos mentais, a maioria delas nos países em desenvolvimento, de acordo com a OMS. Estas informações foram divulgadas durante a primeira Cúpula Global de Saúde Mental, realizada em Atenas, na Grécia.O médico Shekhar Saxena, do Departamento de Saúde Mental da OMS, disse à BBC que “os números da OMS mostram que o peso da depressão (em termos de perdas para as pessoas afetadas) vai provavelmente aumentar, de modo que, em 2030, ela será sozinha a maior causa de perdas (para a população) entre todos os problemas de saúde”. Saxena afirmou, ainda, que a depressão é mais comum do que outras doenças que são mais temidas pela população, como Aids ou o câncer. “Nós poderíamos chamar isso de uma epidemia silenciosa, porque a depressão está sendo cada vez mais diagnosticada, está em toda parte e deve aumentar em termos de proporção, enquanto a (ocorrência) de outras doenças está diminuindo”.De acordo com o médico, os custos da depressão serão sentidos de maneira mais aguda nos países em desenvolvimento, uma vez que eles apresentam mais casos da doença e têm menos recursos para tratar de transtornos mentais.“A depressão é uma doença como qualquer outra doença física e as pessoas têm o direito de ser aconselhadas e receber o mesmo cuidado médico que é dado no caso de qualquer outra doença”.O enfermeiro e tutor do Portal Educação, Alisson Daniel, alerta: “Os profissionais de saúde devem iniciar um processo de capacitação para que possam atender esta população. O que percebo hoje é que os profissionais da saúde têm uma enorme dificuldade para diagnosticar e tratar a depressão, e muitas vezes estes pacientes são discriminados quando retornam ao trabalho, após permanecerem de atestado médico para tratamento da doença”.

Fonte: Assessoria de Imprensa – Portal Educação

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