Defesa de Suzane quer anular o caso
Brasil – 07/11/2007
Três desembargadores da 5ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) julgam às 10h desta quinta-feira um recurso que pede anulação do julgamento ou a redução de pena de Suzane von Richthofen, condenada pela participação na morte dos pais Manfred e Marísia von Richthofen há cinco anos em São Paulo.
“A defesa está com forte expectativa. Amanhã é o dia”, disse o advogado Denivaldo Barni, um dos responsáveis pela defesa de Suzane. O filho dele, Denivaldo Barni Júnior, e o advogado Mauro Nacif estarão no Fórum João Mendes, na região central de São Paulo, para tentar convencer os desembargadores sobre o pedido.
O recurso pede, segundo Barni, a anulação do julgamento que ocorreu em julho de 2006 e condenou a jovem a 39 anos e meio de prisão em regime fechado. De acordo com ele, houve uma confusão com as perguntas formuladas e os jurados acabaram quase absolvendo Suzane pela morte do pai. Caso seja negada a anulação, os advogados pedem que haja redução de pena, considerando que houve um “crime continuado”.
A expectativa de Barni é que, caso seja aceita a redução, a pena caia para cerca de 20 anos. Suzane terá cumprido um sexto da pena no início de 2008, o que permitirá que a defesa peça a progressão de regime, segundo Barni. Ele disse que a jovem não foi informada sobre o julgamento do recurso “por falta de tempo”.
STF
Outro recurso jurídico da defesa é um pedido de habeas corpus que chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira. Segundo Barni, se o habeas corpus for aceito pelo Supremo, Suzane responderá em liberdade até o trânsito final da apelação da sentença condenatória. Em setembro, o STF negou recurso semelhante, mas a defesa se baseou no fato de haver um voto favorável na decisão para planejar novo pedido. O pedido anterior foi julgado por apenas quatro ministros, sendo que um deles – Marco Aurélio Mello – foi favorável ao habeas corpus. Agora, o pedido será julgado pelo tribunal pleno, ou seja, composto por 11 ministros.
Assassinato dos pais
O engenheiro Manfred e a psiquiatra Marísia foram assassinados enquanto dormiam em sua mansão na Rua Zacarias de Góis, no Brooklin, Zona Sul de São Paulo, na madrugada do dia 31 de outubro de 2002. O casal levou golpes de barras de ferro na cabeça e Marísia ainda foi asfixiada com uma toalha e um saco plástico.
Suzane, seu namorado na época do crime, Daniel Cravinhos, e o irmão dele, Cristian Cravinhos, foram condenados pelos assassinatos. O namoro de Suzane com Daniel era a causa da maioria de seus conflitos com seus pais.
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Fonte: G1


