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Crise do petróleo na guerra pode ser benéfica para expansão do biocombustível brasileiro

Um o aumento nas tensões na guerra no Oriente Médio, Arábia Saudita, Iraque, Emirados Árabes e Kuwait diminuíram a produção conjunta de petróleo em até 6,7 milhões de barris por dia.

O montante reduzido representa cerca de 6% da oferta mundial, segundo a agência de notícias norte-americana Bloomberg e tem a ver com o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã.

A imagem mostra um grande navio cargueiro azul-escuro com o nome “BORIS VILKITSKY” pintado na parte frontal. A embarcação está ancorada próximo a instalações industriais costeiras, onde há tanques cilíndricos brancos de grande porte e estruturas metálicas relacionadas ao processamento ou armazenamento de combustíveis. Na água, ao lado do navio maior, há rebocadores menores também em operação. O cenário apresenta céu nublado e o mar calmo.

Além do fechamento da região estratégica, outro motivo para a redução da produção desses países é o dano infligido às estruturas energéticas pelos iranianos, assim explica Daniel Vargas, professor da Escola de Economia da FGV (Fundação Getulio Vargas) em São Paulo.

Em entrevista ao Conexão Record News desta terça-feira, o economista pontua que, com este cenário, o mundo deve buscar alternativas, como os Estados Unidos ao aumentar sua produção, e o Brasil a longo prazo, com o investimento maior em biocombustíveis.

Por já possuir conhecimento e produção, Vargas ilustra que os próximos passos para o país seriam um aumento na produção e quebrar o preconceito de outras nações de que o combustível levaria a danos no meio ambiente e riscos ambientais.

“Precisamos corrigir esses preconceitos internacionais, criando métricas e referências para mostrar a realidade da produção do biocombustível aqui. E, ao fazer isso, criar as bases para que os biocombustíveis se tornem verdadeiramente uma commodity global e, a partir daí, uma concorrência ao petróleo”, comenta.

“Para a gente, essa relação entre a economia do alimento e a economia do biocombustível é não apenas sinérgica, mas talvez seja algo único que o Brasil oferece ao mundo. O mundo não enxerga esses dois capítulos como sendo parte da mesma história. Aqui entre nós, eles são umbilicalmente ligados. Nós sempre produzimos mais energia; ao mesmo tempo, produzimos mais alimentos”, finaliza Vargas.

(Informações R7)

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