A Polícia Civil investiga um possível caso de homicídio doloso envolvendo uma jovem de 22 anos, moradora do distrito de Anhanduí, a cerca de 60 quilômetros de Campo Grande (MS). O corpo de um feto natimorto, encontrado enterrado no quintal da residência da mulher, passará por exames de necropsia para apurar se o bebê nasceu com vida e morreu por asfixia, após ser enterrado.
O caso veio à tona nesta quinta-feira (28), quando a jovem procurou uma unidade de saúde onde realizava o pré-natal, alegando estar passando mal. A ausência da barriga e do recém-nascido levantou suspeitas entre os profissionais, que acionaram a Guarda Civil Metropolitana (GCM).
Segundo informações repassadas pelas autoridades, a jovem relatou que o parto ocorreu de forma repentina no banheiro de casa, no início de agosto. Ela afirmou que o bebê não apresentava sinais vitais ao nascer e, por isso, decidiu enterrá-lo no fundo do quintal. O corpo foi enrolado em um pano branco e enterrado em uma cova rasa feita com as próprias mãos.
A mulher indicou aos agentes o local exato onde o corpo estava. A Polícia Militar fez o isolamento da área até a chegada da Polícia Civil e da Perícia Técnica, que realizaram os primeiros levantamentos no local.
Agora, a necropsia será essencial para esclarecer se o bebê nasceu vivo e morreu por falta de oxigenação e suporte médico nas primeiras horas de vida. Caso essa hipótese seja confirmada, a mãe poderá responder por homicídio doloso, quando há intenção ou consciência do risco de matar.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul. (J.B)