Coritiba e Atlético-PR decidem o título
12/05/2013 14h51
No principal clássico paranaense, equipe rubro-negra entra na final com o objetivo de impedir o tetracampeonato do rival
A velha rivalidade, o blefe rubro-negro durante a semana sobre não entrar em campo por conta da escolha da arbitragem, o duelo de artilheiros e a possibilidade de o Coritiba conquistar o tetracampeonato sobre o rival mais uma vez, são os principais ingredientes para o clássico deste domingo entre Coritiba e Atlético Paranaense , às 15h50 (de Brasília), no Estádio Couto Pereira. Será a 15ª vez que as equipes decidem o Campeonato Paranaense na história.
O primeiro jogo da decisão terminou empatado em 2 a 2 na Vila Olímpica do Boqueirão, o que dá a vantagem do Alviverde levantar a taça com um resultado igual, já que fez melhor campanha na fase inicial. O principal destaque coxa-branca para a partida é Alex. Disputando sua primeira decisão desde que voltou ao futebol brasileiro, de olho em sua primeira conquista vestindo a camisa do time do coração, o meia admitiu que esteve abaixo da média no primeiro confronto no último final de semana, mesmo após quase duas semanas dedicadas apenas aos treinamentos.
Em relação ao time, o técnico Marquinhos Santos, que teve a semana reservada apenas para os trabalhos focando o Atletiba, poderá mais uma vez contar com força máxima e deverá repetir a escalação do último confronto. A única dúvida está na lateral, que poderá contar com o improviso de Gil, mais uma vez, ou a volta de Victor Ferraz, deslocando o primeiro para sua função de origem pelo meio.
Quem está confirmado é o meia Robinho, uma dos articuladores da equipe, responsável por assistências precisas para municiar o ataque. O jogador, entretanto, espera acerta a mais importante delas no domingo. “Seria muito especial dar um passe para o gol do título. Entraria para a história do clube ainda mais se tratando de um clássico na final. Tomara que eu esteja num dia inspirado para realizar esse sonho e possa ajudar o Coxa a levantar mais esse caneco”, afirmou.
Depois de um inicio complicado, pressionado pelo torcedor, o time sub-23 do Furacão conseguiu deslanchar e conquistar o returno, ganhando o direito de disputar a final. Se vencer, além de encerrar a hegemonia do rival, dará uma vitória política a seu presidente, Mário Celso Petraglia, que decidiu dividir o grupo nesse primeiro semestre, mesmo sob críticas sobre a censura imposta à imprensa, a falta de ritmo da equipe principal que somente atuou oficialmente pela Copa do Brasil, a falta de reforços de peso para a Série A e com as dúvidas sobre a reforma da Arena, que tornaram o time nômade.
Para um jogador em especial não existe a distinção entre o time principal e o sub-23. O atacante Douglas Coutinho tem sido aproveitado em ambos e é o artilheiro rubro-negro na temporada. São 12 gols marcados incluindo o do meio de semana, diante do América-RN, pela Copa do Brasil. No Estadual são 11 vezes balançando as redes, dois a menos do que Alex, em um duelo particular pela artilharia da competição.
O técnico Arthur Bernardes contara com o retorno do lateral Héracles, que cumpriu suspensão no último domingo. Léo, suspenso, abre espaço para a manutenção de Renatinho. Se não decidir modificar o setor de maio-campo para dar maior proteção ao setor defensivo, sacando, por exemplo, Edigar Junio, que funciona como um terceiro atacante, essa deve se a única modificação entre os titulares.
O comandante rubro-negro aproveitou a última entrevista antes da final para garantir ao torcedor que o time, apesar de jovem, está preparado para a pressão. “Eles já amadureceram bem. Esses cinco meses de trabalho, todas as experiências que eles passaram, as dificuldades de um primeiro turno oscilante. Acredito que eles não terão problema com a casa cheia não, porque eles já estão habituados com o público”, concluiu.



