Copa Gay quer combater discriminação
Futebol – 25/09/2007
Com a participação de equipes de 14 países – o Brasil não está entre eles -, a edição deste ano da Copa do Mundo de Futebol de Gays e Lésbicas começou a ser disputada nesta segunda-feira em Buenos Aires.
Segundo afirmou à BBC Brasil um dos organizadores do torneio, Marcelo Suntheim, de 39 anos, da organização não-governamental CHA, na competição realizada na capital argentina os jogadores não precisam temer o “machismo” e a “discriminação”. “A importância desta Copa é que podemos nos mostrar e dizer publicamente: ‘sim, somos gays, somos lésbicas’.” Para Suntheim, o futebol clássico impede que os homossexuais se assumam, principalmente na América do Sul. “O preço é muito alto. Imagine as piadas e provocações? O mundo ainda é muito machista. Mas temos esperanças de que aos poucos, com educação, com essa Copa e combatendo a homofobia, vai mudando.” Partidas As partidas começaram, nesta segunda-feira, com até seis jogos simultâneos, com cerca de 28 disputas por dia. Os times incluem homossexuais e também heterossexuais, segundo Suntheim. O Brasil não participa das competições. Não existem eliminatórias para competir nesta Copa, onde muitos pagam passagem e hotel do próprio bolso. Também não há limites de seleções por países. A Argentina, por exemplo, conta com quatro times, e eles venceram todas as partidas na estréia, nesta segunda-feira, no Parque Sarmiento, a meia hora do centro de Buenos Aires. Os Estados Unidos disputam com o maior número de times, nove.
Fonte: BBCBrasil



