Cooperativas de crédito não se abalam com a crise internacional
Economia – 16/10/2008
Cooperativas de crédito não se abalam com a crise internacional
Em meio ao turbilhão da crise, o setor financeiro vive constantes momentos de sobressalto. Quedas nas bolsas, perspectiva de alta dos juros, medo da fuga de capitais. A economia do país está mais forte, mas, ainda assim, não são poucos os motivos para se preocupar. Num cenário onde é difícil manter o otimismo, as cooperativas de crédito não se abalam. Pelo contrário. Mantém suas atividades sem temer os solavancos do mercado.
Um bom exemplo é a inauguração de uma nova unidade do Sicoob Central MT/MS em Dourados, Mato Grosso do Sul, no próximo mês. A diretoria da Sicoob Dourados mantém os preparativos de abertura em ritmo normal e esteve em Cuiabá, Mato Grosso, esta semana para definir detalhes da abertura da cooperativa e discutir a atual situação da economia mundial. Além disso, os colaboradores foram trazidos à capital mato-grossense para iniciar o treinamento de qualificação. Durante 15 dias vão conhecer todo o sistema cooperativo bem como seus produtos e serviços.
“Nosso trabalho é bem estruturado e isso se deve ao modelo cooperativo. Nesse sistema, os associados entram com uma cota de investimento no capital da cooperativa e também se tornam donos. Isso ajuda a manter a integridade da instituição”, explica Jadir Giroto, presidente do Sicoob Central MT/MS, onde não houve nenhum tipo de restrição à liberação de crédito nem mudanças nas taxas de juros.
As cooperativas atuam em 13 ramos de atividades e, somente em 2007, tiveram um faturamento de R$ 72 bilhões. Segundo dados da OCB, Organização das Cooperativas Brasileiras, cerca de 25 milhões de brasileiros estão envolvidos em cooperativas em todo o país. O Sicoob atua em 20 estados e tem 14 Centrais, com cerca de 700 cooperativas de 1,5 milhão de associados. São números que aumentam os motivos que as instituições têm para comemorar o Dia Internacional do Cooperativismo, na próxima quinta-feira, dia 16 de outubro. “Uma cooperativa bem administrada dificilmente tem prejuízo. Nosso trabalho é acompanhado de perto pelos associados e conseguimos ter uma estrutura que garante a estabilidade. Por isso, mesmo nos momentos de crise conseguimos manter bons resultados”, resume Jadir Giroto.
Muitas vezes confundidas com bancos, as cooperativas são, na verdade, instituições financeiras sem fins lucrativos. Nelas, a prestação de serviços financeiros é mais simples e os associados podem contar com atendimento flexibilizado. Nesse caso, o crédito é concedido de acordo com as características de cada associado. Além disso, os integrantes das cooperativas têm direito a receber as sobras todo ano. “O objetivo da cooperativa não é ter lucro. Por isso, os excedentes são entregues aos associados”, diz Jadir Giroto.
Fonte: Assessoria



