Pular para o conteúdo
Sexta-feira, 6 de novembro de 2026 Dourados 23 °C

Desde 1968 Ano 58

Desde 1968 · Ano 58

Agora
Arquivo

Consultados aprovam os grampos telefônicos da PF

O grampo telefônico, um avanço tecnológico que vem contribuindo com a PF, chegou até Dourados na manhã do dia 7 passado

Justiça – 29/07/2009

Waldemar Gonçalves – Russo  
            O grampo telefônico, um avanço tecnológico que autorizado pela Justiça, vem contribuindo com a PF (Polícia Federal) em diversas investigações criminosas no país, chegou até Dourados na manhã do dia 7 passado e enviou inicialmente 42 pessoas, todas elas, sem exceção, para trás das grades na operação Owari, que em português, quer dizer “ponto final” e conseqüentemente na Brother, acusadas em diversos crimes contra o erário público, foi aprovado por um grupo de pessoas consultadas pela reportagem na área central da cidade.
     Na ação dos agentes federais realizadas em Dourados, que até então era possível somente acompanhar outros casos através das reportagens feitas pelas grandes redes de televisões em outras cidades do país, o grampo telefônico para os consultados foi fundamental para que a Justiça através da juíza da 1ª Vara Criminal, Dileta Terezinha Thomaz decretasse as prisões dos envolvidos, que seriam uma família de empresários; de dois irmãos também empresários; agentes políticos e servidores públicos municipais.
     ALGUMAS OPINIÕES
     A reportagem em enquête realizada com algumas pessoas na área central de Dourados constatou que todos, sem exceção aprovam o uso de grampo telefônico por parte da polícia em investigações contra o crime organizado.
       Para o pedreiro Ulisses de Matos, ele diz que jamais poderia imaginar que um dia iria assistir em uma televisão as conversações entre os envolvidos douradenses. “Sempre assistia estes tipos de gravações nos jornais da TV, mais eram tudo lá de fora, lembra daquela que mandou até o Maluf para a cadeia por alguns dias”, questionou ele acrescentando que: “Confesso que quando assisti dos douradenses envolvidos na TV fiquei surpreso”, disse o rapaz lembrando ser favorável que a Polícia Federal sempre com autorização da Justiça utilize-se deste expediente para desmontar quadrilhas. “É legal, né. Os caras falam tudo entre eles, sem saber que estão sendo escutados pelos homens, né”, finalizou ele.
     Com um sorriso no rosto, Ângela de Castro Maia, balconista de uma loja de calçados, conta que quando acompanhou a reportagem em uma das redes de televisão, mostrando dois dos envolvidos de Dourados conversando sobre um dos “acertos” entre eles, disse ser também favorável as escutas telefônicas feitas pelos federais, porém, desde que estejam dentro da legalidade. “Ah ! Se é para combater este tipo de coisa é bom, né ! Os caras não tem pudor mesmo, né. Os caras falam em milhões entre eles como se falassem em centavos e com a maior tranqüilidade, né. Eles tem de ser presos mesmo”, disse a mulher lembrando que quase morreu de rir quando acompanhou a reportagem um dia após as prisões dos envolvidos.
     Para João Paulo Gonzalez, às prisões feitas pelos agentes federais mais uma vez expôs o nome de Dourados de forma negativa no país inteiro, porém ele entende que isso somente foi possível graças ao grampo telefônico. “Rapaz ! Os federais são terríveis mesmo. Eles gravaram tudo direitinho as tramóias deste povo, heim ! Que coisa feia pra esta gente que foi em cana, heim…! Ontem mesmo eu li em um jornal da Capital as escritas (transcrição) de uma conversa entre o empresário (…) e uma mulher que seria ligada ao nosso prefeito ! Que coisa feia aquilo para nossa cidade, não é verdade. Dá entender que eles conversam com a maior naturalidade, como se nada de mal estivessem cometendo para a cidade, não é mesmo” disse o auxiliar administrativo, dizendo ser assim como os demais consultados pela reportagem, favorável o uso de grampo telefônico em investigações como a que foi realizada na operação Owari e na Brother pelos federais, porém, desde que tenham autorização da Justiça para colher as informações das próprias bocas das pessoas investigadas por eles.

Fonte: Folha de Dourados

Anuncie na Folha de Dourados

Desde 1968 informando Dourados e a Grande Dourados.

Fale com o comercial