Redação –
Uma ocorrência de desentendimento entre mulheres mobilizou uma equipe da Polícia Militar na noite recente, no bairro Parque Alvorada, em Dourados.
De acordo com informações do boletim policial, a guarnição foi acionada via COPOM após denúncia de que uma mulher estaria em frente a uma residência, em atitude agressiva, tentando invadir o imóvel, mesmo havendo medida protetiva em vigor.
Ao chegar ao local, os policiais encontraram a autora, identificada pelas iniciais M., em frente à casa da vítima, C. C.. Ao notar a presença da equipe, ela atravessou a rua e se dirigiu a outra residência, onde algumas pessoas consumiam bebidas alcoólicas, alegando que estava apenas entre amigos.
Conforme apurado, a confusão teve início após uma série de ligações feitas por M. à vítima. Em determinado momento, a atual companheira de C. atendeu o telefone, o que resultou em uma discussão entre ambas. Após o desentendimento, M. foi até o local para “tirar satisfação”.
Segundo relato de uma testemunha, identificada como M. S., filha da autora, M. tentou entrar na residência com a intenção de agredir a vítima, que permanecia no interior do imóvel. Também foi relatado que a autora estacionou seu veículo em frente à entrada da casa, dificultando o acesso, embora não tenha sido possível confirmar a intenção da ação.
No momento da abordagem, todos os envolvidos estavam exaltados, discutindo de forma acalorada, porém sem registro de agressões físicas.
A autora afirmou, de forma imprecisa, possuir uma medida protetiva contra a vítima, e alegou que foi até o local após suposta provocação da atual companheira de seu ex-marido, com quem ainda mantém vínculo legal.
A vítima e a testemunha informaram ainda possuir vídeos que registram o comportamento da autora tanto nesta data quanto em dias anteriores, indicando que os episódios não seriam isolados.
Ao ser informada de que deveria acompanhar os policiais até a Delegacia de Polícia Civil, M. se recusou, afirmando que não iria com a equipe. Diante da negativa, ela passou a oferecer resistência passiva, permanecendo sentada. Durante a condução, tentou se desvencilhar, sendo necessário o uso de algemas, conforme os protocolos de segurança.
Durante o registro da ocorrência, os policiais constataram que a autora teria descumprido uma medida protetiva de urgência em favor de C. C.
Ainda no local, compareceu um homem identificado pelas iniciais A., que se apresentou como advogado da autora e acompanhou os procedimentos.
O caso foi encaminhado à Polícia Civil para as providências cabíveis.

