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Conferência quer mapear causas da violência no Estado

Estado – 06/11/2007

O que é violência? A associação imediata que muitos fazem sobre esse questionamento leva a imagens como mortes, assaltos ou outros dos diversos crimes que assolam a sociedade, ou mesmo à certeza de que um poder paralelo oprime a população. Para alguns, porém, essa é a idéia que se tem sobre as conseqüências da criminalidade na vida do brasileiro. Em outras palavras, de nada adiantaria lutar contra os sintomas: é preciso combater a origem dessa patologia social.Para ir mais fundo, e quem sabe se encontrar uma solução que amenize o problema, Campo Grande será sede a partir desta quarta-feira (7 de novembro) de um debate que buscará a origem da violência (ou formas de violência) no Estado. A conferência “MS contra a Violência: superação da violência e promoção de uma cultura de paz” colocará lado a lado poder público e sociedade organizada para, juntos, traçarem um plano de metas para impedir a consolidação no Estado de realidades já vividas em outras partes do Brasil.“Não queremos que Mato Grosso do Sul vivencie a realidade dos morros cariocas ou da periferia de São Paulo, onde morrem pessoas a todo o tempo”, afirmou o advogado José Augusto Lopes Sobrinho, presidente da Comissão “MS contra a Violência” na Seccional do Estado da Ordem dos Advogados do Brasil. “Iremos reunir uma grande gama da sociedade civil, dos governos estadual e municipais e do Legislativo para debater as questões da violência e criminalidade de forma técnica”, explicou.Sobrinho informou que as discussões buscarão fugir do lugar comum, que inclui o aumento do efetivo policial ou aparato de segurança, mesmo porque o aumento de recursos à curto prazo na administração pública não é garantido. “Ninguém quer enforcar o governo ou as prefeituras com a questão técnico/financeira”, salientou. A meta, explicou, é deixar claro o papel da sociedade e da administração pública no combate à violência – o que vai além da repressão ao crime.Antônio José Ângelo Motti, coordenador científico da conferência, afirmou que a meta dos debates é “atacar os dois níveis da violência: a origem e sua manifestação”, referindo-se aos fatores sociais que levam a pessoa a se voltar para a criminalidade – que vão desde dificuldades financeiras e intolerância aos vícios, dentre diversos outros elementos. “A violência é um fenômeno humano, por isso, sempre há a possibilidade dela surgir. Ela reflete como o homem pensa e age. Mas, tendo as vacinas certas, podemos resistir mais”, considerou.

Fonte: Campo Grande News

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