Conceito da PM sobe na opinião popular
Dourados – 24/09/2009
Waldemar Gonçalves – Russo
O conceito da PM (Polícia Militar) de Dourados através do 3º BPM (Batalhão da Polícia Militar) que é atualmente comandando pelo tenente/coronel/PM Marcos Antônio David subiu na opinião popular, devido às inúmeras ações que os policiais militares vêm desenvolvendo na área central e principalmente na periferia.
Por outro lado, quanto a Polícia Civil os ouvidos pela reportagem não falaram mal, porém um dos maiores reclame de alguns é quanto ao atendimento nas dependências do 1º DP (Distrito Policial) no registro de uma ocorrência policial.
Para os entrevistados, a instituição que eles mais confiam seria o CB (Corpo de Bombeiros), no entanto vale ressaltar que os “homens do fogo” não atuam no combate aos diversos delitos criminosos que acontecem na cidade, mais sim na missão de salvar vidas como as equipes da Samu que recém foi implantada para atuar também como socorristas.
AVALIAÇÃO E AUSENCIA DO DOF É SENTIDA
Outra instituição que após inúmeras criticas passou a ser mais bem vista na opinião popular, e a GM (Guarda Municipal), enquanto o DOF (Departamento de Operações de Fronteiras) estaria deixando muito a desejar entre os entrevistados, assim como a PF (Polícia Federal) no trato ao combate ao tráfico de drogas que se alastrou em todas as camadas sociais da cidade.
Com relação a PM, a maioria dos consultados que residem na periferia, porém trabalham na área central afirmam que nos últimos meses a atuações dos militares em seus respectivos passaram a ser mais constantes, principalmente no período noturno e nos finais de semanas. “Moro no Parque dois há mais de 15 anos e pude perceber que a viatura da PM constantemente está passando por lá. Isso é muito bom pra mim, pras nossas famílias”, disse Luis Eduardo da Rocha.
Com relação a Polícia Civil o rapaz diz que nunca dependeu dela, porém afirma que quando sua esposa foi registrar a perda dos documentos, ela teria lhe contado que levou mais de três horas para ser atendida, sob alegação de que havia apenas um escrivão atendendo o público no dia. “Isso é ruim mesmo né. Ficar mais de três horas para registrar uma simples ocorrência” avaliou o rapaz, dizendo que quanto a GM nada tem contra ou a favor, e que lamenta a ausência do DOF no auxilio do combate à criminalidade na cidade. “O DOF em épocas passadas já atuou melhor em Dourados. Hoje quase a gente não vê mais eles trabalhando aqui na cidade, né”, disse Luis Eduardo dizendo que quanto a PF, ele entende que ela atua mais mesmo em grandes operações como a realizada recentemente que levou empresários, secretários, vereadores e servidores para trás das grades, e não nos delitos pequenos, como no combate aos pontos de vendas de drogas que existem na cidade.
Buscando como base as declarações de Luis Eduardo, as opiniões com relação aos órgãos de seguranças que atuam em Dourados são quase semelhantes, principalmente nos trabalhos ostensivos que estão sendo desenvolvidos pela PM e na morosidade da Polícia Civil no atendimento ao público nas delegacias.
À maioria dos entrevistados também entendem, que o Governo do Estado deveria olhar com mais carinho para Dourados e enviar mais delegados, agentes e principalmente escrivões para reforçar as delegacias, e que a ausência do DOF foi sentida por uma grande maioria, pois eles entendem que a “Águia da Fronteira” como é denominada a instituição deveria sim atuar na periferia de Dourados e constantemente dar auxilio as demais instituições de segurança que atuam na cidade, pois a cidade cresceu e com isto a violência também, principalmente nos finais de semana e feriados prolongados.
Fonte: Folha de Dourados



