Como Laquicho recuperou o seu revólver
Laquicho – 05/11/2007
Laquicho possuía várias virtudes, mas a principal delas é que jamais desanimava. Não deu certo a pescaria da traíra? Nem por isso o mundo ia se acabar. Enquanto Melica descansava das lides do campo na casa dos parentes da cidade, ele reuniu dois companheiros e foram pescar num rio.
Estavam já no meio do rio, remando calmamente a canoa, quando Laquicho falou: “Pára um pouco aí, acho que foi aqui que há uns seis meses o meu revólver caiu n’água.”
“- Deixa disso” – disseram os companheiros – “mesmo que fosse, você jamais acharia. Vamos embora, vamos pescar. Por que você não mergulhou logo quando o revólver caiu? Agora não tem jeito.
“- Não, vocês fiquem pescando aqui em roda nesse poço que eu vou mergulhar. No dia que o revólver caiu eu não pulei n’ água porque estava muito frio, mas hoje vou procurar o revólver” – retrucou o Laquicho.
Os companheiros não tiveram outra alternativa, ficaram lá esperando. E o tempo foi passando…. meia hora e nada, e Laquicho lá no fundo, procurando o revólver. Uma hora e nada. Então os companheiros falaram: “Vamos descer porque alguma correnteza deve ter puxado ele rio abaixo.”
E desceram. Iam já bem longe quando Laquicho achou o revólver e saiu fora d’água. E gritou, gritou, mas os companheiros não escutaram. Então ele deu uma balançada no revólver, pra jogar a água fora, puxou o gatilho, saíram seis tiros. Só aí os companheiros escutaram e voltaram para pegá-lo. (Albino Moraes Sobrinho). (Trecho extraído do livro “Ate aqui Laquicho vai bem”, do professor universitário e secretário municipal de Governo da Prefeitura de Dourados, Wilson Biasotto.
Fonte: Folha de Dourados



