Uma denúncia feita há cerca de 50 dias por uma mulher que estava detida em uma delegacia, deu início à investigação que resultou na identificação e prisão do investigador da Polícia Civil, Manoel Batista da Silva, de 52 anos, suspeito de estuprá-la dentro da unidade de segurança.
O servidor foi preso preventivamente neste domingo (1º), passou por audiência de custódia na mesma data e teve a prisão mantida pela Justiça. O g1 tenta localizar a defesa de Manoel.
Segundo a delegada responsável pelo caso, Layssa Crisóstomo, após a denúncia, a vítima passou por exame pericial com coleta de material genético, que foi confrontado com o de todos os policiais que estavam de plantão no dia do crime.
Os exames apontaram compatibilidade do material genético com o de Manoel, reforçando a suspeita de violência sexual.
Com base nos indícios apurados, a polícia representou pelo pedido de prisão preventiva, que foi cumprido na casa do investigado, no Bairro Jardim Aurora. Durante a ação, foram recolhidos pertences funcionais do servidor, como arma de fogo e munições.
“A Polícia Civil não é conivente com esse tipo de situação. Não é por se tratar de um policial, que iremos fingir que nada aconteceu. É algo muito triste e que mancha a imagem da nossa polícia”, disse a delegada.
Ainda conforme a delegada, outras presas foram ouvidas, mas, até a publicação desta reportagem, não houve outras denúncias contra o policial. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil. (Informações g1)


