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Comemoração da Luta Antimanicomial reúne pacientes e familiares

Saúde – 21/05/2008

Comemoração da Luta Antimanicomial reúne pacientes e familiares

Em comemoração ao Dia de Luta Antimanicomial (18), o Centro de Atendimento Psicossocial (CAPS) Álcool e Drogas (AD) recebeu na segunda (19) usuários, familiares e a comunidade para uma palestra e debate sobre os cuidados com pacientes, os recursos humanos e estruturais que o CAPS oferece aos dependentes de álcool, tabaco e outras drogas e sobre a importância da família no tratamento.
 
Segundo informou a coordenadora do programa de Saúde Mental do município, Terezinha Inês, o objetivo da comemoração foi mostrar como a família é importante para a reabilitação dos pacientes e que os usuários são capazes de se reintegrar à sociedade como pessoas comuns, através do tratamento e auxílio correto que garantem aumento da auto-estima para que consigam refazer suas vidas.
 
Estiveram presentes no debate o médico psiquiatra Dr. Wendel Dalpra, a médica de adolescentes, Dra. Carmem Lucia de Almeida Santos, as psicólogas Maria do Carmo e  Cátia Paranhos, o auxiliar de enfermagem, Dhiones Aniceto Santana e o assistente social, Valmir Barbosa da Silva. Eles levantaram questões importantes sobre como buscar uma forma de saúde melhor para os usuários e o respaldo que a família possui para um melhor entendimento da doença e da forma de abordagem aos pacientes.
 
Todos os profissionais envolvidos falaram sobre a importância do usuário buscar o tratamento por vontade própria e ter o apoio da família na tomada de decisão. “A família é fundamental para um melhor entendimento da doença e compreensão da situação do paciente, sabendo como agir sem repreendê-lo, tentando entender o fator que o levou para aquele estágio”, explicou uma das psicólogas do programa, Maria do Carmo.

 
Os profissionais do CAPS AD disseram que a forma como os usuários são abordados durante o tratamento é muito importante. “São pequenos detalhes, como um simples gesto de carinho, um olhar amigo, um sorriso, que faz com que a pessoa se sinta incluída na sociedade. De certa forma, isso acaba diminuindo a resistência ao tratamento, partindo para um processo de evolução”, finalizou o psiquiatra Wendel Dalpra.

Fonte: Folha de Dourados

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