Bolsonaro e Mandetta

José Henrique Marques –

A jornalista Mônica Bergamo aborda neste sábado (17), em sua coluna na Folha de S.Paulo, teor do livro de ex-auxiliar de Luiz Henrique Mandetta sobre os bastidores da gestão do ex-ministro da Saúde do governo de Jair Bolsonaro.

O trecho, talvez, mais picante da obra de Ugo Braga, diretor de Comunicação do Ministério da Saúde na gestão de Mandetta, revela que o ex-ministro teria dito em 15 de abril deste ano, um dia antes de ser exonerado, que “o presidente é bom, é bem-intencionado. O problema é aqueles filhos dele, que ficam o dia inteiro xingando nas redes sociais. Sorte que eu não mexo com essas coisas…”, “Minha vontade é pegar um trezoitão e cravar neles. Pelo menos passava a minha raiva”.

Segundo a jornalista, o livro descreve com detalhes reuniões, ligações telefônicas e incêndios apagados pela comunicação da pasta durante a fritura do ex-ministro por Bolsonaro.

Escreve Mônica Bergamo: “Em reunião entre assessores de Mandetta e representantes do Planalto, em 2 de abril, foi sugerida a transferência de idosos das favelas do Rio de Janeiro para hotéis sem o aval da Saúde. ‘Eles querem isolar o idoso e botar os jovens para trabalhar, para se infectarem’, disse um dos presentes”.

Braga, de acordo com Mônica Bergamo, ainda relata o apoio da primeira-dama, Michelle Bolsonaro. “Eu estou ligando para dizer que meu coração está triste pela sua saída, viu?”, teria dito a Mandetta.

À Folha de S.Paulo, Mandetta disse não se lembrar dos fatos narrados. “E afirma que, em meio à epidemia, os filhos do presidente não faziam parte de suas principais preocupações”.

O livro “Guerra à Saúde” (LeYa) está em pré-venda e será lançado em 10 de novembro.

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