Debate, pesquisa, Lia, Zé Teixeira, Marçal, Rodolfo, Riedel, Geraldo, Renato e presidenciáveis

Juca Vinhedo
A FALA
“Muito obrigado pela defesa que o senhor fez ao longo dos últimos três anos e meio, enfrentando tudo e todos para defender que este projeto chegasse no dia de hoje com essa descoberta feita pela Petrobras, que tem que ser o orgulho de todos os brasileiros”.
(Davi Alcolumbre, dirigindo-se ao presidente Lula, a bordo do navio-sonda da Petrobras que opera na Margem Equatorial).
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Em ritmo acelerado
O prefeito Marçal Filho parece disposto a manter um ritmo intenso de entregas e anúncios, mesmo em um período naturalmente contaminado pelo ambiente eleitoral. Nos últimos dias, ele vistoriou obras da nova unidade de saúde do Jardim dos Estados, acompanhou o andamento da ampliação do aeroporto e recebeu homenagens da Câmara pela efetivação de 138 agentes comunitários de saúde. É uma estratégia clara: transformar obras e ações administrativas em vitrine de gestão.
Aeroporto na pista
A visita do governador Eduardo Riedel e do prefeito Marçal Filho às obras do novo terminal do Aeroporto Regional de Dourados reforçou a importância política do empreendimento. Com investimentos de R$ 48 milhões e previsão de entrega para 2027, a obra deverá ocupar espaço privilegiado no discurso de governistas e oposicionistas. Afinal, poucas intervenções têm um potencial tão grande de impacto econômico para a cidade.
Câmara em movimento
Enquanto a campanha eleitoral começa a ganhar as ruas, a Câmara Municipal continua produzindo fatos políticos. Na última semana, os vereadores aprovaram mudanças nas regras previdenciárias dos servidores e também autorizaram alterações administrativas no Executivo. Em ano eleitoral, qualquer votação mais sensível costuma receber atenção redobrada.
Geraldo na estrada
Candidato à reeleição para o sétimo mandato na Câmara Federal, Geraldo Resende (União Brasil) iniciou a campanha com uma extensa agenda. O deputado tem procurado reforçar pautas tradicionais do seu mandato, sobretudo nas áreas da saúde, da defesa da democracia e das causas sociais. A estratégia parece ser a de fortalecer uma identidade política construída ao longo de mais de três décadas de vida pública.
Quer ampliar
Conhecido pelo alinhamento com o bolsonarismo, Gordinho do Bolsonaro (PL) tenta transformar a forte identificação com o ex-presidente Jair Bolsonaro em capital eleitoral. A disputa pelas vagas na Câmara Federal, porém, promete ser uma das mais concorridas dos últimos anos. Nessa corrida, o peso do sobrenome político pode ajudar, mas dificilmente será suficiente.
A força do interior
Decano da Assembleia Legislativa, Zé Teixeira (PL) volta a apostar na experiência e no relacionamento construído ao longo de décadas de atuação política. O deputado mantém uma forte presença nos municípios do interior, especialmente na região da Grande Dourados. Em tempos de renovação política, a experiência continua sendo um ativo importante.
Campanha permanente
Lia Nogueira (PSDB) parece ter encontrado uma fórmula própria de comunicação com o eleitorado. A deputada estadual mantém uma presença constante nas redes sociais e procura ampliar a atuação para além das pautas ligadas ao jornalismo, área na qual construiu a carreira. O desafio será transformar visibilidade em crescimento eleitoral.
Renato e o discurso municipalista
Renato Câmara (Republicanos) segue apostando em uma estratégia já conhecida: a defesa do municipalismo. O deputado tem intensificado o diálogo com prefeitos, vereadores e lideranças regionais, fortalecendo uma rede política construída ao longo de vários mandatos. Em eleições proporcionais, essa capilaridade costuma fazer diferença.
Disputa aberta
A campanha eleitoral começou oficialmente neste domingo, e os candidatos já estão autorizados a realizar caminhadas, reuniões, carreatas e ações nas redes sociais. Em Dourados, a movimentação ainda é discreta, mas a tendência é de que o cenário mude rapidamente nos próximos dias. A largada foi dada. Agora, ninguém mais ficará parado.
Debate esvaziado
A ausência do governador Eduardo Riedel (PP) acabou se transformando no principal assunto do primeiro debate entre os candidatos ao Governo de Mato Grosso do Sul. O encontro, promovido pela Morena FM e pelo portal Primeira Página, marcou o início dos confrontos diretos da campanha eleitoral. A cadeira vazia do candidato à reeleição acabou atraindo mais atenção do que os próprios embates travados entre os adversários.
Púlpito vazio
Conforme as regras estabelecidas pela organização, o espaço reservado ao governador permaneceu vazio durante toda a transmissão. A imagem do púlpito desocupado tornou-se um dos símbolos do debate e rapidamente passou a circular nas redes sociais. Nos bastidores, a ausência foi interpretada como uma estratégia para evitar o desgaste provocado pelo confronto direto.
Alvo preferencial
Sem o principal adversário no estúdio, os candidatos presentes concentraram as críticas na administração estadual e no grupo político liderado pelo ex-governador Reinaldo Azambuja. Saúde, infraestrutura, educação e denúncias relacionadas à gestão pública dominaram boa parte das discussões. O debate acabou se transformando em uma espécie de prestação de contas do atual governo.
Em segundo plano
Embora o objetivo do encontro fosse apresentar projetos e discutir o futuro do Estado, as críticas políticas ocuparam mais espaço do que a exposição de propostas. Em vários momentos, os ataques direcionados ao governo deixaram em segundo plano temas fundamentais para a população. Faltou aprofundamento em áreas estratégicas, como desenvolvimento econômico e geração de empregos.
Agitando a disputa
A divulgação de novas pesquisas eleitorais voltou a movimentar os bastidores da sucessão estadual. Os levantamentos mais recentes passaram a orientar estratégias e redefinir prioridades das campanhas. Com pouco tempo de propaganda eleitoral, os candidatos sabem que cada ponto percentual poderá fazer a diferença nas próximas semanas.
Corrida pelo Senado
Se a disputa pelo Governo do Estado começa a ganhar intensidade, a corrida pelo Senado também apresenta sinais de aquecimento. Os principais candidatos intensificaram agendas no interior e ampliaram a presença nas redes sociais. A tendência é que o debate em torno da representação de Mato Grosso do Sul em Brasília se torne cada vez mais presente na campanha.
Delcídio de volta
Depois de um longo período afastado das principais disputas estaduais, o ex-senador Delcídio do Amaral (PDR) oficializou o retorno ao cenário político. Experiente e conhecido do eleitor sul-mato-grossense, ele tenta reconstruir o espaço perdido nos últimos anos. Resta saber se o passado político funcionará como um ativo ou como um obstáculo.
Mapa definido
Com o encerramento do prazo para o registro das candidaturas, o cenário eleitoral está oficialmente consolidado. Os partidos agora entram em uma nova etapa, marcada pela busca do voto e pela consolidação das alianças regionais. A partir deste momento, a tendência é que a campanha ganhe ritmo mais acelerado.
Reflexos locais
Os acordos firmados em Brasília começam a influenciar diretamente as disputas estaduais. O alinhamento dos partidos em torno das candidaturas presidenciais deverá repercutir na composição dos palanques em Mato Grosso do Sul. Como ocorre em praticamente todas as eleições, a política nacional continuará interferindo no debate regional.
Próximo round
Se o primeiro debate deixou a impressão de que os candidatos ainda estão se adaptando ao ritmo da campanha, os próximos encontros tendem a ser mais intensos. A expectativa é de que os adversários ampliem o nível dos confrontos e aprofundem as discussões. Afinal, a campanha começou oficialmente, e o tempo para conquistar o eleitor está correndo.
Multidão
O lançamento da campanha do presidente Lula, em São Bernardo do Campo, apostou no simbolismo. O estádio da Vila Euclides, palco histórico das greves do ABC paulista, recebeu um público numeroso e uma militância disposta a transformar o ato em uma demonstração de força eleitoral. O PT voltou a recorrer à memória afetiva para tentar impulsionar a candidatura à reeleição.
Espaço de sobra
No Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro escolheu a orla de Copacabana para dar a largada oficial à campanha. O cenário era emblemático, mas a mobilização ficou distante das grandes manifestações promovidas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro no mesmo local. A comparação foi inevitável e acabou alimentando comentários até mesmo entre apoiadores do candidato.
Em inglês
Pouca gente conseguiu entender a lógica do lançamento da campanha de Flávio Bolsonaro. Em meio às bandeiras do Brasil, várias bandeiras dos Estados Unidos chamaram a atenção dos presentes. Afinal, tratava-se da abertura da campanha para a Presidência da República do Brasil, e não da convenção do Partido Republicano norte-americano.
Saudade do pai
O primeiro ato de campanha deixou claro que Flávio Bolsonaro ainda enfrenta dificuldades para se apresentar como uma liderança independente. A campanha recorreu novamente à imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro, com direito a mensagens em áudio, vídeos e referências constantes ao patriarca da família. O desafio será convencer o eleitor de que existe um candidato além do sobrenome.
Caiado em campo
Ronaldo Caiado iniciou a campanha presidencial concentrando esforços em Goiás e mantendo o discurso voltado para a segurança pública. O ex-governador goiano pretende explorar os índices de criminalidade do seu Estado como vitrine administrativa. O problema é transformar um tema regional em uma plataforma capaz de conquistar o eleitorado nacional.
Aposta em Minas
Romeu Zema começou a campanha em Minas Gerais, Estado considerado estratégico para qualquer candidato ao Palácio do Planalto. O ex-governador mineiro tenta se apresentar como uma alternativa ao embate entre petistas e bolsonaristas. A estratégia não é nova, mas, até agora, a chamada terceira via continua encontrando dificuldades para romper a polarização.
Renan procura espaço
Renan dos Santos entrou oficialmente na disputa apostando em uma campanha fortemente baseada nas redes sociais. O fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) sabe que precisará ampliar a presença nas ruas para transformar visibilidade digital em intenção de voto. No momento, o desafio parece ser conquistar espaço entre candidatos mais conhecidos.
O fenômeno
Escritor consagrado e dono do maior patrimônio declarado entre os candidatos à Presidência, Augusto Cury iniciou a campanha tentando converter popularidade editorial em capital político. O candidato do Avante declarou mais de R$ 242 milhões em bens à Justiça Eleitoral. Pelo visto, os livros venderam muito bem.
Largada e empate
A campanha começou, mas a polarização continua dando o tom da disputa. A pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira mostra Lula com 41% das intenções de voto no primeiro turno, contra 36% de Flávio Bolsonaro. No segundo turno, a distância diminui e os dois aparecem tecnicamente empatados.



