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Colômbia diz que relação Chávez-Farc é “bomba a ponto de explodir”

Mundo – 06/03/2008

O vice-presidente colombiano, Francisco Santos, disse nesta quinta-feira que o “claro apoio” do presidente venezuelano, Hugo Chávez, às Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e à presença da guerrilha no Equador, é como uma “bomba a ponto de explodir”. Ele também afirmou que nenhum rebelde terá proteção em “nenhuma parte”.
Em meio à crise na América do Sul, Chávez ameaçou nacionalizar empresas colombianas no país e disse que a crise diplomática com a Colômbia pode afetar o comércio bilateral.
“Temos uma bomba a ponto de explodir e o que temos de fazer é desativar esta bomba que é o apoio claro do presidente Chávez às Farc e à presença das Farc no Equador”, disse Santos na Embaixada da Colômbia em Bruxelas (capital da Bélgica).
“Não quero me antecipar a nenhum tipo de fato, vamos agir com prudência. Mas de maneira nenhuma vamos interromper qualquer operação que permita capturar ou dar baixa a um alto membro desta organização terrorista”, disse, em uma referência à ação do exército colombiano que matou o número dois das Farc, Raúl Reyes, em território equatoriano.
“Nenhuma pessoa das Farc tem nenhum tipo de proteção em nenhuma parte”, acrescentou.Apesar da advertência, o vice colombiano afirmou não acreditar em um confronto com Equador e Venezuela, antes de acusar Caracas de ser a “raiz do problema” das atuais tensões regionais.
“Não acredito que vá acontecer nenhum tipo de enfrentamento. Isto seria uma loucura. Não vamos responder com força. Não vamos mover nenhum soldado para a fronteira. Não vamos cair em nenhum tipo de provocação militar, é importante que a comunidade internacional saiba disto de modo claro.”
O vice colombiano insistiu que “a revolução bolivariana do presidente Chávez é um projeto que pretende desestabilizar todas as democracias continentais” e representa uma “ameaça continental que deve ser levada a sério”.
Santos disse ainda que Bogotá aceita a resolução aprovada na quarta-feira pela OEA (Organização dos Estado Americanos), que considera a operação militar colombiana em território equatoriano “uma violação da soberania” do Equador.

Fonte: France Presse

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