Coaracy nega falta de apoio à equipe
Nado sincronizado – 24/12/2007
Presidente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), Coaracy Nunes explicou, em entrevista exclusiva para a Gazeta Esportiva.Net, os motivos da dissolução da equipe brasileira de nado sincronizado. De acordo com o dirigente, a decisão foi tomada pelo corpo técnico da modalidade em virtude de o conjunto estar “quebrado”, dado o grande número de desistências das atletas do grupo.
“Eu tinha uma equipe com dez atletas, mas duas foram para a Rede Globo (as gêmeas Branca e Beatriz Feres fazem uma ponta na nova ‘Duas Caras’ e pretendem investir na carreira de atriz), outras duas pediram para sair, sendo porque uma ia para o circo (Gláucia Heier estuda a possibilidade de integrar um circo em Las Vegas). A equipe quebrou. Íamos com uma equipe assim para a eliminatória olímpica?”, questionou Coaracy, em contato telefônico. “Vamos então aproveitar para fazer a renovação visando o Mundial de 2009”, emendou.
Ele antecipou que o investimento na nova geração começa já no início em 2008, com os treinamentos para o Campeonato Sul-americano, programado para o mês de março em São Paulo. Do grupo antigo, apenas Michelle Frota e Giovana Stephan seguem na seleção. E Nunes está otimista. “Tenho certeza que esta nova seleção será melhor do que a outra”, comentou.
De acordo com o presidente da entidade, se fosse uma vontade das meninas, a equipe continuaria rumo a Pequim-2008. “Não havia problema financeiro. Nunca recebi nenhuma reclamação delas neste sentido, mas eu não posso obrigá-las a defender o Brasil. Saíram porque quiseram”, alegou.
Com o desmantelamento do conjunto brasileiro de nado sincronizado, bronze nos Jogos Pan-americanos, o Brasil tentará vaga nas Olimpíadas de 2008 apenas no dueto, com Lara Teixeira e Nayana Figueira. Se as antigas integrantes do conjunto quiserem voltar à equipe, terão que passar por seletiva no ano que vem.
Coaracy ainda negou as acusações de que não dá atenção à modalidade. “Demos muita força para o nado sincronizado. Quando entrei, apenas São Paulo e o Rio de Janeiro tinham este esporte e hoje são 17 estados. Além disto, trouxemos a equipe russa para treinar todos os anos”, enumerou.
Outro lado – Membro do conjunto desfeito, Branca Feres explicou o motivo pelo qual optou por seguir outros rumos na carreira. “Não podemos desperdiçar esta oportunidade que está aparecendo, até porque a seleção não está oferecendo tanta coisa para a gente. Esporte no Brasil dá pouco dinheiro”, afirmou.
Ela ainda negou falta de apoio da CBDA e promete estar com tudo na briga por uma vaga nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. “A CBDA sempre nos deu toda assistência, mas infelizmente o dinheiro é pouco. Vou continuar treinando com a minha irmã no Tijuca e tentaremos arrumar um patrocínio individual para formar um dueto visando os outros Jogos Olímpicos”, antecipou.
Fonte: Folha de Dourados



