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Classe política regional ignora campanha em prol da ACCGD

Combate ao Câncer – 15/04/2009

Fato apurado pela reportagem consta que prefeitos, vereadores e principalmente deputados, ainda não se mobilizaram para ajudar na construção de hospital, que deverá atender 38 municípios após a sua inauguração
 
“Até agora, só Geraldo ajudou’ , diz Virgínia
Na década de 90 as classes políticas regional em conjunto com a empresarial e a sociedade em geral da região Sul do Estado se juntaram em prol da construção da sede do GOF (Grupo de Operações de Fronteiras), hoje DOF, após atenderem ao pedido do então comandante da instituição, coronel/PM da reserva, Adib Massad.Na oportunidade, a construção da futura sede da instituição que seria erguida em um terreno que também foi fruto de doação, localizado às margens da rua Coronel Ponciano, foi calculada em 200 mil dólares, e mesmo com a moeda americana em alta, o sonho de Adib Massad após diversas reuniões, inúmeras doações em dinheiro e principalmente de leilões de gados, realizados com o apoio da classe política; empresarial e com a população em geral nas localizadas na Grande Dourados, Vale do Ivinhema, Cone Sul, e principalmente da fronteira, até os dias de hoje, o prédio encontra-se a disposição dos integrantes do departamento.Independente deste empenho da sociedade em um todo, em especial a classe política regional em prol da “Águia da Fronteira” como é conhecida à instituição policial, a reportagem do Douradosagora apurou na manhã de hoje que o mesmo não se pode dizer quanto em favor da campanha que a diretoria da ACCGD (Associação de Combate ao Câncer da Grande Dourados) na construção do hospital em um terreno anexo ao HE (Hospital Evangélico), que poderá quando concluído, atender os cercas de 38 municípios.Vale ressaltar que os municípios localizados nas quatro regiões acima citadas, juntos estimam-se uma população em torno de 700 mil pessoas, sem contar os de cidades do país vizinho, o Paraguai, que enviam seus pacientes para serem atendidos em Dourados, porém, por eles não terem direitos aos planos de saúde brasileiro, por serem estrangeiros, acabam gratuitamente sendo sempre internados ou atendidos em ambulatórios de hospitais douradenses.   AUSENCIA DE LIDERANÇAS Diante do exposto, a reportagem apurou que desde o início da campanha lançada pela ACCGD em prol da construção do Hospital do Câncer em Dourados, nenhuma liderança política regional, seja ele prefeito,  vereador, e principalmente deputado estadual, federal, e até os senadores da República, encabeçou uma campanha visando agilizar o processo para a finalização de uma das mais importantes obras de cunho social da região Sul, para não dizer de todo o Mato Grosso do Sul.Em contato com a reportagem, a atual presidente da ACCGD, a advogada Virginia Marta Magrini, embora alegando que não queira criar uma polêmica sobre o fato, adiantou que infelizmente é uma realidade a informação sobre a ausência de lideranças políticas regionais em prol da campanha da construção do Hospital de Câncer que ela e sua equipe encabeçam. “Pelo que eu saiba, somente o deputado Geraldo Resende é que está sempre lutando em Brasília para nos ajudar. Talvez porque ele seja médico, não é?”, desconversou a presidente da instituição, lembrando que nesta semana já teve o início da colocação do piso do térreo do futuro hospital.Ainda de acordo com a presidente, em momento algum ela e sua diretoria foi procurada por lideranças políticas como Londres Machado, Ari Rigo, Onevam de Mattos, entre outros da esfera Estadual ou federal como Vander Loubert, Antonio Carlos Biffi, Moka, Dagoberto Nogueira, entre outros políticos que representam cidades da região, bem como os de Dourados, propondo realizar uma campanha em seus redutos eleitorais em prol da construção do hospital, assim como prefeitos e vereadores, bem como os deputados federais e também os senadores do Mato Grosso do Sul. “Estamos com esperança de inaugurarmos o hospital em setembro, no máximo em outubro, porém, ainda deve faltar em torno de R$ 1 milhão para realizarmos este grande sonho”, relata a advogada, lembrando que os pacientes destas quatro regiões do Estado receberão atendimentos nos setores de pediatria, adultos, ambulatoriais, rádio e quimioterapia, odontologia, psicologia entre outros.A presidente lembra também que a parceria com o HE (Hospital Evangélico) via SUS (Sistema Único de Saúde) será mantido, com o hospital dando atendimento nos casos de cirurgias, exames de imagens, biopsias e internações. “Se cada pessoa destas 38 cidades autorizasse o desconto de hum real em suas contas de energia elétrica, com certeza ela estaria nos ajudando nesta nossa luta de construir o hospital e pouca coisa ou nada dependeríamos da classe política”, disse a advogada, acrescentando que mesmo com as dificuldades encontradas ao longo da campanha em prol da ACCGD, ela e sua diretoria estão aos poucos vencendo a luta. “Embora os políticos destas regiões estejam ausentes desta nossa campanha, aqui atendemos em média 150 pessoas por dia, a maioria residentes em cidades que eles representam”, diz a advogada.    ADIAMENTO  Virginia Magrini por sua vez lembra que entre as diversas campanhas já realizadas, assim como mutirões, gincanas e doações, além do apoio de emissoras de rádios, jornais e televisões, uma outra que está marcada para acontecer no dia 7 de maio próximo poderá ser adiada, em razão da baixa procura pelos convites, que dará direito a pessoa que adquirir, a concorrer a um veículo Fiesta O Km. “É, realmente está muito fraca a venda dos convites. Se até lá não atingirmos a meta que traçamos, vamos adiar o jantar para uma nova data”, confirmou a presidente, antecipando seus agradecimentos a todas as pessoas que já colaboraram e colaboram com a campanha em prol da construção do hospital de câncer, que após ser concluído, com certeza vai amenizar a dor de muitas pessoas, principalmente aquelas que estão doentes e são obrigadas a se deslocarem para outros Estados em busca de atendimento médico.  (Waldemar Gonçalves – Russo)

Fonte: Folha de Dourados

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