Cinema funciona como terapia, garante estudos
Pesquisa – 17/11/2007
Sabe aqueles momentos da vida em que o copo parece sempre meio vazio, as portas se fecham e é difícil enxergar uma luz no fim do túnel? Antes de recorrer a remédios ou análise, considere: a solução para o baixo-astral pode estar no cinema ou na locadora mais próximos. Em Cinematerapia para a alma, as autoras Nancy Peske e Beverly West, duas cinéfilas americanas, apresentam um guia de 150 sugestões de filmes, entre clássicos e contemporâneos, para todos os estados de espírito. A idéia é que, ao assistir ao filme certo, o espectador encontrará aquilo que lhe falta, seja amor, coragem ou auto-estima. Para elas, os filmes funcionam como instrumentos que nos inspiram a crescer e nos motivam na busca por um sentido maior na vida. Ora, quem, no escurinho de uma sala de exibição, já não se surpreendeu torcendo por um final feliz entre a mocinha e o herói, ou vibrando com o desfecho trágico do bandido? A explicação para isso remonta à Antigüidade, quando o filósofo grego Aristóteles usou em sua obra Poética o termo kátharsis (catarse) para definir o processo pelo qual o espectador, por meio da piedade que sente pelo herói, liberta-se dos conflitos, revive suas experiências e atinge, por fim, uma certa paz de espírito. “Os filmes atuam no inconsciente e, em certos casos, proporcionam o aclaramento de algumas situações que esta vam nebulosas”, explica a psicóloga Maria Luiza Curti, de Cuiabá, MT. Além disso, complementa Susan Guggenheim, psicanalista e professora da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), diante da tela do cinema, o espectador tem a oportunidade de pegar carona em situações vividas pelos personagens, ora se identificando com eles, ora repudiando aspectos de suas personalidades. “Essas sensações estimulam nossa imaginação e nos fazem refletir”, afirma.
Fonte: Folha de Dourados



