Desde 1968 - Ano 56

29.6 C
Dourados

Desde 1968 - Ano 58

InícioSaúdeCientistas observam dano do Alzheimer em tempo real pela primeira vez

Cientistas observam dano do Alzheimer em tempo real pela primeira vez

Pesquisadores conseguiram observar, pela primeira vez, como os danos associados ao Alzheimer acontecem em tempo real. Para isso, eles monitoraram, segundo a segundo, o processo químico que leva à doença.

O estudo liderado por cientistas da Oregon State University foi publicado em 7 de fevereiro de 2026 na revista científica ACS Omega. A descoberta ajuda a entender com mais precisão como o Alzheimer se desenvolve — e pode abrir caminho para tratamentos mais eficazes no futuro.

Para a pesquisa, os cientistas usaram uma técnica avançada que acompanha, em laboratório, o comportamento de proteínas chamadas beta-amiloides, diretamente ligadas ao Alzheimer.Play Video

Essas proteínas podem se acumular no cérebro e formar aglomerados que prejudicam a comunicação entre as células nervosas — um dos principais mecanismos da doença.

A novidade está no fato de que, até então, os estudos conseguiam observar apenas o resultado final. Agora, foi possível ver o processo acontecendo em tempo real.

Segundo a pesquisadora Marilyn Rampersad Mackiewicz, o método permite entender “como e quando” as reações ocorrem — e não apenas se funcionam.

O papel dos metais no cérebro

O estudo também identificou a influência de metais, como o cobre, no processo. Conforme observaram os pesquisadores, os níveis desequilibrados de certos metais podem interagir com as proteínas beta-amiloides, favorecendo a formação dos aglomerados tóxicos.

Em outras palavras, o problema não está apenas nas proteínas, mas também no ambiente químico ao redor delas. Uma das descobertas importantes do estudo é que o processo pode ser interrompido.

Outro ponto relevante foi a observação de moléculas chamadas quelantes. Essas substâncias conseguem se ligar aos metais e, em alguns casos, impedir ou até reverter a formação dos aglomerados de proteínas.

Dessa forma, os cientistas identificaram que um tipo específico de quelante foi capaz de agir de forma mais precisa, especialmente sobre o cobre — considerado um dos principais envolvidos no processo.

(Informações Metrópoles)

- Publicidade -

MAIS LIDAS