Ciclo-faixa da Presidente Vargas diminuiu em 90% os acidentes
Cidade – 22/10/2007
Motivo de queixa para muitos motoristas, a ciclo-faixa da avenida Presidente Vargas tem sido matéria de discussão que chegou à Câmara de Vereadores, através de indicação do vereador Paulo Henrique Bambu (DEM), que solicitou à Prefeitura a sua retirada da avenida. Contudo, contrariando o apelo do vereador, os números mostram que a presença da ciclo-faixa diminuiu em 90% os acidentes naquela avenida.
Segundo o superintendente de Transportes e Trânsito da Prefeitura, Oslon Paes de Barros, em 2003, quando ainda não tinha a ciclo-faixa, foram registrados 80 acidentes de transito no perímetro. Já em 2007, nove acidentes aconteceram até agora. Oslon salienta que nos quatro anos posteriores à instalação apenas um acidente fatal foi registrado no trecho.
Mal informado sobre as estatísticas de redução de acidentes ou indiferente a esse fato positivo, o vereador Bambu argumenta seu pedido de retirada da ciclo-faixa dizendo que isso “dará mais agilidade ao fluxo dos veículos que por ali circulam”. A avenida Presidente Vargas é prolongamento da MS 156, que liga Dourados a Itaporã e caminho utilizado, principalmente, por milhares de indígenas da Reserva de Dourados, que utilizam diariamente a ciclo-faixa para trafegar com suas bicicletas.
Oslon diz que o descontentamento é natural, mas salienta que além da segurança que dá aos ciclistas, a ciclo-faixa diminui a velocidade com que os carros trafegam por ali. “Todos sabem que as duas principais causas de acidentes são a direção por condutor embriagado e o excesso de velocidade, portanto, se a sociedade quer que haja paz no trânsito e que não tenhamos outras mortes decorrentes de acidentes, é preciso compreensão e bom censo”, diz o superintendente.
Segundo Oslon, “os pontos que mais acontecem acidentes são nos cruzamentos das ruas Presidente Vargas com a Ponta Porã e Monte Alegre. Somente entre esses cruzamentos foram registrados 5 acidentes”.
O Superintendente afirma que existem projetos para a retirada da ciclo-faixa, mas na opinião dele, o maior problema no trecho que liga Dourados à Itaporã é trânsito dos caminhões e não a ciclo-faixa. “A meu ver, os caminhões naquele trecho dificultam o trânsito. Os motoristas podem até reclamar do trânsito lento, mas a ciclofaixa foi a maneira pela qual conseguimos evitar os acidentes”, finaliza Paes de Barros.
Fonte: Folha de Dourados



