Ciclo de seca no Pantanal preocupa produtores
Preocupação – 23/07/2007
Produtores do Alto Pantanal estão preocupados com a estiagem. Por outro lado, pesquisadores acreditam que o Pantanal pode estar entrando num novo ciclo de seca. Desde o final da década de 80 não se tem registro de cheia em níveis acima de 6 metros. O maior risco agora, segundo agricultores pantaneiros, são as queimadas. A maior cheia ocorreu em 1988, com pico de 6,64 metros. Essa marca é a maior que se tem registro desde a instalação da régua de medição do nível do Rio Paraguai, em Ladário, gerenciada pelo Serviço de Sinalização Náutica d’Oeste, do 6º Distrito Naval da Marinha do Brasil. Considerando que a média dos picos das cheias de 1974 a 2004 foi 5,23 metros, observa-se o quanto a cheia de 2006 foi pequena. O Pantanal alterna ciclos de cheia e de seca que transformam a paisagem da região, atendendo a necessidades específicas como a reprodução de peixes e a disponibilidade de pastagens. Neste ano, a preocupação com os incêndios florestais leva em conta as previsões de estiagem antes do período das águas, que vai até final de setembro. Segundo produtores da margem esquerda do rio Aquidauana, além dos problemas de mortandade de gado e animais silvestres como capivaras e jacarés, a estiagem favorece a proliferação de focos de incêndios. No caso dos jacarés, no entanto, está ocorrendo um fenômeno. Há uma super-população no Pantanal. Além dos problemas com a criação de gado e riscos aos animais silvestres, a diminuição nos níveis do rio Paraguai, que irriga todo o Pantanal, afeta a navegação na hidrovia. Grandes embarcações responsáveis pelo transporte de cargas como minério, grãos e combustível diminuem a carga quando o volume do rio está baixo. Há impacto também em outra atividade de importância sócio-econômica para a região, o turismo, com a redução no número de embarcações que levam turistas ao Pantanal, atraídos principalmente pela pesca.
Fonte: TV Morena



