Uma nova subvariante do coronavírus está sendo monitorada por pesquisadores em ao menos 23 países. Batizada informalmente de Cicada, a linhagem BA.3.2 faz parte da família da variante Ômicron e tem chamado a atenção de cientistas por apresentar um número elevado de mutações.
Até o momento, análises iniciais indicam que a subvariante não está associada a aumento de casos graves ou hospitalizações.
O que se sabe sobre a BA.3.2 é que ela é considerada uma sublinhagem da Ômicron, variante que domina a circulação do vírus desde o fim de 2021. Desde então, o SARS-CoV-2 vem acumulando pequenas mudanças genéticas que dão origem a novas subvariantes.Play Video
As alterações são monitoradas por sistemas internacionais de vigilância genômica, responsáveis por analisar mutações no material genético do vírus e acompanhar seu comportamento ao redor do mundo.
Entre as características observadas pelos pesquisadores está o chamado escape imunológico. O termo é usado quando mutações permitem que o vírus tenha maior facilidade para infectar pessoas que já possuem algum nível de imunidade, seja por vacinação ou por infecção anterior.
As mudanças costumam ocorrer principalmente na proteína spike, estrutura utilizada pelo vírus para entrar nas células humanas e é também um dos principais alvos do sistema imunológico.
De acordo com a Global Virus Network (GVN), organização internacional que reúne especialistas em virologia e monitora a nova variante, as evidências disponíveis até agora não indicam motivo para preocupação.
Por que novas variantes surgem?
O surgimento de novas subvariantes é esperado e ocorre à medida que o vírus continua circulando. Segundo Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), desde o surgimento da Ômicron não houve o aparecimento de uma nova variante dominante completamente diferente.
“Todas as novas linhagens que aparecem são descendentes da Ômicron. O vírus vai acumulando mutações para continuar circulando na população e escapar parcialmente da imunidade já existente”, explica.
Ele afirma que esse processo faz parte da dinâmica natural dos vírus respiratórios.
“À medida que uma variante encontra menos pessoas suscetíveis, o vírus sofre mutações que permitem continuar se transmitindo. Essas subvariantes acabam substituindo umas às outras ao longo do tempo”, diz.
(Informações Metrópoles)




