A Chapa 3 – UFGD Viva, que disputa a reitoria da Universidade Federal da Grande Dourados, participou de debate realizado ontem (11) no Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD), em Dourados, junto com as demais chapas que concorrem à gestão da instituição para o período 2026–2030.
Durante o encontro, a candidata a reitora pela chapa, a professora Marisa Lomba de Farias, destacou que o grupo não possui compromisso com a atual gestão da universidade e defendeu mudanças baseadas no diálogo e na construção coletiva.
“Em primeiro lugar, eu quero dizer que eu não tenho compromisso nenhum com a gestão atual, como temos percebido no decorrer dessa campanha, muitos entrelaçamentos”, afirmou.
Segundo ela, qualquer alteração administrativa ou mudança na gestão universitária deverá ocorrer a partir de debates e decisões coletivas. “A nossa chapa, para fazer qualquer mudança ou alteração em setores e gestão, fará isso coletivamente, a partir do diálogo, do debate e de tudo que estamos propondo no nosso plano de gestão”, disse.
A candidata também ressaltou que a universidade precisa fortalecer os espaços democráticos de decisão, além das pró-reitorias, como forma de melhorar as áreas de ensino, pesquisa e extensão, que impactam diretamente o funcionamento do hospital universitário.
“É fundamental que a gente tenha um discurso e uma prática coerentes para que possamos exercer a democracia nos espaços decisórios da universidade. Fortalecer esses espaços é o nosso compromisso primordial”, pontuou.
Marisa Lomba também destacou o papel dos profissionais do hospital universitário, ressaltando o esforço diário das equipes de saúde. Segundo ela, o HU só mantém seu funcionamento graças à dedicação dos trabalhadores.
“O hospital é forte porque tem um corpo de trabalhadores e trabalhadoras que se esforçam diuturnamente para que ele funcione, muitas vezes sem tempo de descanso e até adoecidos. Sabemos o quanto é pesado o trabalho, especialmente na enfermagem, e isso precisa ser discutido”, afirmou.
A chapa também defendeu uma gestão baseada em planejamento estratégico e definição clara de prioridades. Para a candidata, nem todas as demandas podem ser atendidas sem avaliação institucional.
“Não podemos apenas dizer sim para todas as demandas. Precisamos avaliar o que é prioridade e o que é necessidade institucional. Sem planejamento estratégico e sem planejamento de risco não há gestão efetiva”, declarou.
Críticas à continuidade da gestão
Durante a campanha, integrantes da Chapa 3 também apontaram o que consideram uma contradição no discurso da Chapa 1, que representa a continuidade da atual gestão da universidade.
Segundo os integrantes do grupo, enquanto a chapa adversária afirma que “o HU avançou significativamente”, vídeos gravados por alunos, técnicos e docentes após a chuva registrada ontem (11), em Dourados, mostraram goteiras em laboratórios, água caindo sobre equipamentos e alagamentos em áreas do hospital, incluindo o estacionamento e o entorno do HU.
Para a Chapa 3, os registros evidenciam problemas estruturais que precisam ser enfrentados com planejamento e investimento. Segundo servidores esses alagamentos acontecem há anos a nada foi feito a respeito.
Disputa pela reitoria
A campanha eleitoral para a escolha da nova gestão da Universidade Federal da Grande Dourados começou em 23 de fevereiro e segue até 22 de março.
A escolha da nova reitoria definirá os rumos administrativos e acadêmicos da universidade para os próximos quatro anos.

