Cerca elétrica e botão do pânico são armas das escolas contra furtos
Geral – 31/08/2009
Para guardar o patrimônio de duas sofisticadas escolas na periferia de Campo Grande, a prefeitura está apelando para cerca elétrica nos muros, alarmes, sensores em todas as salas e o dispositivo conhecido como “botão do pânico”.
Foram contempladas as escolas que oferecem ensino em tempo integral Iracema Maria Vicente, no Bairro Rita Vieira e Ana Lúcia de Oliveira Batista, no Paulo Coelho Machado. Os equipamentos ainda estão em fase de instalação. Hoje, técnicos estão concluindo a colocação da cerca nas duas escolas. A expectativa é de que em uma semana, o sistema seja ativado. O extrato publicado em Diário Oficial aponta que os serviços da empresa Luger LTDA estão sendo contratados pelo período de um ano a contar deste mês. Ainda conforme o extrato, o valor global dos serviços é de R$ 77.810,00. A locação dos equipamentos está orçada em R$ 7,560 e será paga em 12 parcelas iguais. Já a instalação do sistema e da cerca elétrica ficou em R$ 70.250,00. Este valor será pago em parcela única a ser depositada quando terminar a instalação. Na escola Iracema Maria Vicente só a parte da frente ainda não recebeu a instalação da cerca. O local foi alvo de furto no dia 6 de abril. Foram roubados 79 notebooks que seriam destinados às atividades escolares. Apenas um foi recuperado. Segundo a diretora, Vanda Rossi Luchesi o aparelho estava com o então segurança da escola, suspeito de ter colaborado com o roubo das máquinas. O restante dos computadores foi levado para o Paraguai e estão sendo comercializados em Salto Del Guairá. Hoje, pela manhã, ao participar de evento na Planurb, o prefeito Nelsinho Trad (PMDB) relembrou o roubo na escola e disse ter pedido ao presidente do país vizinho, Fernando Lugo, a repatriação dos equipamentos, mas nada adiantou. Conforme o prefeito, além de proteger o patrimônio escolar, o sistema de segurança visa ainda oferecer um serviço de excelência à comunidade, já que também protegerá os estudantes. Vanda Rossi vive junto com professores e alunos a expectativa da chegado do novo sistema na escola. “Fico mais tranqüila agora. Eu me lembro que quando os notebooks foram furtados eu quase entrei em depressão”, revela. Ela afirma que as atividades das crianças não foram prejudicadas devido ao roubo porque os alunos passaram a usar os laboratórios de informática. A escola tem vasto patrimônio tecnológico. São dois laboratórios de informática com 19 computadores cada (outros 20 devem chegar neste semestre), 1 sala de estudo com seis máquinas. A biblioteca também está equipada com computadores, além disso, cada um dos 34 professores tem seu notebook. Cerca elétrica e botão do pânico Técnicos da Luger que trabalham na instalação do sistema no interior da escola explicaram ao Midiamax que a cada 10 metros de cerca será instalada uma placa amarela com alerta sobre a descarga elétrica. O técnico Eberson Cândido explica que a voltagem da cerca elétrica é de 4 volts, menor do que nas residências onde a descarga chega a 10 volts. “É só o choque, sem a amperagem”, relata. Traduzindo, o choque não causa dano à pessoa que tocar na cerca apenas, o assusta a ponto dela largar os fios e até cair para trás. Na avaliação da diretora, a cerca elétrica não oferece riscos às crianças. Segundo ela, nenhum aluno foi pego pulando o muro desde a fundação da escola. “Além do mais faremos um trabalho de conscientização das crianças”, comentou. Ela pretende aproveitar as aulas nos laboratórios de informática para que os alunos pesquisem na internet sobre o sistema instalado na escola que tem 5,3 mil metros quadrados e atende 500 alunos da pré-escola até o 5º ano do Ensino Fundamental. Nesta manhã, enquanto a reportagem percorria a escola, a diretora já deu as primeiras lições para os estudantes da 5º série B. Explicou que os novos equipamentos de segurança eram para o bem da escola. Vanda Rossi informa que os pais já foram avisados. Além da cerca elétrica a diretoria da escola e o segurança contarão ainda com o chamado botão do pânico. É um pequeno dispositivo de segurança que cabe no bolso. O botão do pânico não chega a ser uma novidade em Campo Grande, mas é a primeira vez que é inserido em uma escola pública. “Em situação de perigo a vítima pode apertar o botão. A central recebe imediatamente o sinal de pânico emitido pela vítima”, explica o técnico Denílson Cardoso.
Fonte: Folha de Dourados



