O processo sobre a morte do comerciante estava arquivado desde fevereiro deste ano. Na ocasião, a Justiça acatou um pedido MPSP, que entendeu que o sargento da PM agiu em legítima defesa. Agora, porém, o Procurador-Geral da Justiça (PGJ) determinou pela denúncia do PM por homicídio e a reabertura do processo.
Mbaye foi morto após ser baleado durante uma confusão por conta de mercadorias, na Rua Joaquim Nabuco, em 11 de abril. Imagens obtidas pelo Metrópoles mostram o ambulante com uma barra de ferro, defendendo suas mercadorias durante uma abordagem, quando os policiais intervieram e atiraram.






Segundo a PM, na ocasião, agentes ajudavam a Prefeitura de São Paulo na fiscalização do comércio local, quando abordaram a vítima por volta das 14h. A corporação alegou que o homem reagiu à abordagem atacando os policiais e os agentes precisaram intervir.
O comerciante baleado foi encaminhado ao Hospital Santa Casa, mas não resistiu. Um policial militar também ficou ferido na ação e foi levado ao Hospital Nossa Senhora do Pari. O estado de saúde dele não foi divulgado.
Não estava vendendo
Em um vídeo divulgado em junho do ano passado pelo Metrópoles, é possível ver o início da ação da PM que resultou na morte de Ngange Mbaye. Nas imagens, captadas por câmeras de segurança de um restaurante, é possível ver que o ambulante não estava vendendo quando foi abordado pelos policiais.
Mbaye havia acabado de almoçar. Ele pagou a conta e cruzou com alguns policiais no caminho até a rua, onde estava o carrinho de mercadorias. Nesse momento, é possível ver os PMs abordando o ambulante.
No mesmo dia da confusão, comerciantes organizaram um protesto no bairro do Brás, no centro de São Paulo. A ação popular resultou, no entanto, em confronto com tropas de Choque da PM.
(Informações Metrópoles)




