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Casal ‘Frescura’ e Juliana segue preso após audiência de custódia em Campo Grande

O casal formado por Ueverton da Silva Macedo, conhecido como “Frescura”, e Juliana Paula da Silva, permanece preso preventivamente em Campo Grande. A audiência de custódia realizada neste sábado (28) teve caráter apenas formal e não analisou pedido de liberdade.

A informação foi confirmada pelo advogado de defesa, Arlei de Freitas. “Foi somente um ato formal. Não se aprecia a liberdade nesse momento, pois se trata de prisão preventiva decretada por outro juiz”, explicou ao Midia max.

Além do casal, outras três pessoas presas na quinta-feira (26) durante operação do Gecoc/MPMS, em Sidrolândia, também passaram por audiência de custódia neste sábado. Todos foram transferidos para Campo Grande na sexta-feira (27).

Os presos são o casal Ueverton e Juliana, a engenheira civil Flaviana Barbosa e os empresários Gleidson Cabral Nobre e Evertom Luiz de Souza Luscero. Eles foram levados da Delegacia de Polícia de Sidrolândia para unidades prisionais da Capital.

Ueverton e Evertom estão custodiados no Presídio de Trânsito; Gleidson foi encaminhado ao Instituto Penal; enquanto Juliana e Flaviana permanecem no Presídio Feminino Irmã Irma Zorzi. Os mandados de prisão preventiva foram expedidos pelo Núcleo de Garantias de Campo Grande.

O processo tramita em sigilo absoluto, o que impede inclusive o acesso das defesas aos autos. Diante disso, os advogados deverão apresentar pedidos individuais de liberdade, como já ocorreu no caso da defesa de Juliana.

Operação Camuflagem

No dia 26 de fevereiro de 2026, o Gecoc/MPMS deflagrou, em Sidrolândia, a Operação Camuflagem, desdobramento da Operação Tromper. A ação investiga crimes de lavagem de dinheiro, envolvendo ocultação e dissimulação de bens, direitos e valores.

Segundo o Ministério Público, foi identificada uma estrutura organizada utilizada para movimentar recursos financeiros, esconder patrimônio e tentar burlar bloqueios judiciais. O esquema envolveria o uso de contas bancárias de terceiros, empresas registradas em nome de “laranjas” e pagamentos feitos em nome de outras pessoas, inclusive durante período em que um dos investigados esteve preso.

Ao todo, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão preventiva. O nome da operação faz referência justamente à tentativa de camuflar a origem e a titularidade dos recursos investigados.

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