Redação –
Os proprietários de uma conveniência baleados durante a virada de ano, em Dourados, não eram os alvos dos criminosos. A informação foi confirmada pelo delegado Lucas Albe, do Setor de Investigações Gerais (SIG), durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (06).
Segundo o delegado, os disparos tinham como alvo a ex-companheira de um dos investigados — uma mulher de cerca de 30 anos, com quem o suspeito mais jovem tem um filho de 2 a 3 anos. Após deixar a UNEI, em outubro, o casal chegou a tentar retomar o relacionamento, mas voltou a se desentender.
A investigação aponta que a mãe do suspeito, identificada como Juliana, também se envolveu no conflito, o que culminou no ataque ocorrido na avenida Weimar Gonçalves Torres. No momento dos disparos, a mulher estava em um carro com duas amigas e uma criança de 12 anos.

Câmeras desmentem versão dos acusados
Imagens de segurança foram essenciais para esclarecer a dinâmica do crime. De acordo com Albe, elas mostram o investigado mais jovem atirando primeiro e, em seguida, a mãe dele pegando a arma e disparando novamente, na direção do veículo em que estava a ex-companheira.
Os tiros atingiram os donos da conveniência, Leandro Martins Dias da Silva e Marcos Martins da Silva. Marcos foi o mais gravemente ferido. A defesa dos acusados alegou que a ex-nora teria atirado primeiro, mas perícia e vídeos descartaram essa hipótese.
“Pelas imagens, não houve disparos por parte dela. Ela estava com uma criança e outras duas amigas dentro do carro, todas expostas ao risco”, afirmou o delegado.
Prisões preventivas decretadas
Luis Gustavo se apresentou à delegacia na segunda-feira (5) e entregou a arma usada no crime. Juliana tentou se esconder, mas foi localizada no Residencial Roma após diligências do SIG.
Embora não tenham sido presos em flagrante, ambos tiveram a prisão preventiva decretada. Para o delegado, a medida é necessária para garantir a ordem pública e evitar novas fugas.
Ele explicou ainda que os crimes imputados aos suspeitos têm enquadramentos distintos: o filho responde por disparo de arma de fogo, enquanto a mãe é investigada por tentativa de homicídio qualificado.
Mãe e filho têm histórico criminal, com passagens por tráfico de drogas e posse ilegal de arma. As investigações continuam.

