Carteiros de Dourados voltam ao trabalho
Fim da greve – 04/04/2008
Funcionários dos Correios de Mato Grosso do Sul, em assembléia nesta quinta-feira na capital, rejeitaram a proposta do governo referente ao percentual de 30% de periculosidade. De acordo com o secretário da Saúde do Trabalhador do Sindicato no Estado, Jaime Vilalba Júnior, os servidores decidiram pela manutenção da greve que iniciou no dia 1º de abril. Em Dourados, a situação é diferente, assegura o gerente regional Itamar Monteiro. Segundo ele, durante reunião na tarde desta quinta-feira, os carteiros optaram por voltar ao trabalho. “Eles, inclusive, já começaram a organizar as correspondência e o expediente deverá ser normal nesta sexta-feira”, diz. Itamar diz que também romperam a greve, funcionários da ECT de Ponta Porã e Corumbá.Durante os três dias de greve que contou com cerca de 75% de adesão no Estado, em torno de 80% dos objetos deixaram de ser entregues. Em Dourados, a paralisação encalhou 85 mil objetos, diz Itamar. A proposta rejeitada pela maioria foi repassada pelo comando de greve anteontem. O governo propôs a prorrogação por mais 90 dias do pagamento do abono de risco de 30% sobre o salário-base dos carteiros, informou o diretor sindical Emídio Gonçalves Alves.Nesta sexta, os grevistas voltam a se reunir na capital, para avaliar o quadro nacional, já que se 18 estados aceitarem a proposta do governo haverá a desmobilização da greve. A paralisação deflagrada em 1º de abril é pela incorporação do adicional de risco sobre o salário mensal do carteiro que gira entre R$ 603,00, em início de carreira, a R$ 800,00. O pagamento, em forma de abono emergencial, seria feito primeiramente em três parcelas e vinha sendo pago desde dezembro, mas deveria se tornar definitivo em março, o que não ocorreu. Os carteiros também querem contratações, aumento no percentual da Participação dos Lucros e Resultados da Empresa (PLR) e a implementação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS). No primeiro caso, eles alegam que o PLR não tem sido distribuído eqüitativamente. “Os funcionários de base recebem anualmente entre R$ 240,00 a R$ 500,00. Já, os mais graduados, entre R$ 2 mil até R$ 48 mil”, diz Emídio.Quanto ao Plano de Cargos, os carteiros dizem que aguardam há dez anos por uma definição. Alegam que não têm garantias de saúde e segurança no trabalho e que, pelo menos necessitam de chance para ascensão na carreira. “Corremos riscos nas ruas, sofremos ataques de cães, acidentes no trânsito e assaltos, durante nosso trajeto à pé ou em bicicletas. Estamos expostos à chuva e sol que, via de regra, provoca câncer de pele e doenças nos olhos”, lembra Emídio.
Fonte: Midiamax



