Caos aéreo preocupa turismo de MS
MS está preocupado com turismo no estado. O motivo é o caos aéreo que o país enfrenta.
Turismo – 26/07/2007
O aumento em 16% no volume de turistas em Mato Grosso do Sul no primeiro trimestre deste ano foi percebido pelos operadores do setor que, embora comemorem os resultados, mostram-se temerosos para o futuro da atividade no segundo semestre. O motivo é a série de crises no setor aéreo nacional, que já apresentam restrições quanto às viagens aéreas dentro do Brasil.O presidente da regional sul-mato-grossense da Associação Brasileira das Agências de Viagem, Sebastião Francisco Rosa, salientou que ao mesmo tempo em que é gratificante perceber esse aumento, também é preocupante. Vivíamos um momento de recuperação no setor turístico, que pode se tornar nulo por conta do caos aéreo, que atinge diretamente. Conforme Rosa, o segundo trimestre também deve apresentar resultados superiores aos de 2006, porém, a expectativa é de uma queda violenta na movimentação no terceiro trimestre.O presidente da Abav/MS salienta que este não é um fator a prejudicar apenas o Estado, atingindo pontos turísticos badalados em todo o País. Todos os destinos acabam prejudicados. Apenas os mais estruturados conseguem alguma vantagem, pontuou. Sebastião Rosa destacou que se você fizer uma enquete nas agências, vai verificar que elas já não emitem passagens no mesmo volume, tanto por medo dos clientes em voar como pela falta de passagens à venda no mercado. O temor não é encontrado apenas no acidente do vôo 3804 da TAM, que caiu em Congonhas (São Paulo/SP), mas também porque estamos próximos do aniversário do acidente com o vôo da Gol na Amazônia, um trauma que o mercado até hoje não digeriu.A opinião é compartilhada pela presidente da Associação Brasileira da Indústria Hoteleira em Mato Grosso do Sul. Glauciene Santi avaliou que Mato Grosso do Sul já é servido por poucos vôos, o que reduz a possibilidade de receber turistas. Em Campo grande o número já é pequeno, e no interior nem se fala. Agora já se passa por uma redução, com a perspectiva de se reduzir ainda mais, lamentou.Glauciene Santi também afirmou que existem rumores sobre o aumento do preço nas passagens aéreas, o que geraria uma nova crise no setor hoteleiro. Isso é muito ruim, porque a classe média é quem movimenta muito o setor. Com a elitização das passagens, vamos perder esse mercado, opinou a presidente da ABIH/MS. Ela apontou que os problemas do setor hoje são causados por um conjunto de fatores que incluem, além da crise aérea nacional, a baixa do dólar e a imagem negativa de Mato Grosso do Sul construída fora do Estado.Em 2006, enfrentamos os problemas relativos à aftosa, e neste ano tivemos a dengue. Isso atrapalha, constrói essa imagem negativa, disse. Glauciane Santi acredita que a luz no fim do túnel é encontrada em medidas federais, para solucionar os problemas no setor aéreo, e estaduais, com vistas a combater as mazelas locais. Já Sebastião Rosa considera ser necessária, também, uma campanha nacional para valorizar o Estado em outras regiões. É necessário um plano de marketing para não permitir a queda no turismo, considerou.
Fonte: Campo Grande News



