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Candidatos à presidência da ordem, devem defender interesses de advogados

OAB – 09/10/2009

Luisa Amorim 
A candidatura de juristas eleitorais ligados a Tribunais Eleitorais à presidência ou a cargos de conselheiros das Seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil não faz parte da realidade da maioria dos Estados brasileiros. Em alguns locais, como no Piauí, a atual presidência da Ordem é criticada exatamente por manter juízes eleitorais na chapa. Procuradas pela reportagem, as assessorias de comunicação das seccionais de Goiânia (GO), Brasília (DF) e Cuiabá (MT), afirmaram que as atuais presidências e chapas concorrentes são formadas por advogados que não atuam em áreas públicas. 
CENTRO OESTE
Em Mato Grosso, o atual presidente da seccional é o advogado trabalhista Francisco Faiad. De acordo com informações da assessoria de comunicação, para as eleições que acontecem no dia 19 de novembro, os dois candidatos oficiais são João Vicente Montano Scaravelli, atuante na área trabalhista e atual presidente da Caixa dos Advogados do Estado e Claudio Stábile, advogado trabalhista que preside a Escola Superior de Advocacia de Mato Grosso. 
Já na cidade de Brasília (DF), onde as votações acontecem na mesma data que em Campo Grande, dia 16 de dezembro, a atual presidente Estefânia Viveiros atua na área cível. Entre os candidatos, Ulisses Borges atua na área trabalhista, Ibanez Rocha nas áreas trabalhista e cível, Ibanez Rocha nas áreas cível e familiar (o candidato já chegou a assumir o cargo de juiz eleitoral anteriormente) e Esdras Dantas, que atua na área eleitoral. 
A Assessoria de Comunicação da Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil em Goiás (GO) não soube informar os nomes dos pré candidatos. As eleições acontecem no dia 20 de novembro e o atual presidente é Miguel Cansado. 
PIAUI 
O Piauí vive uma situação semelhante a da Capital. O atual presidente da OAB Norberto Campello compôs uma chapa com dois juizes eleitorais, Walter Rebelo e Cássio Nunes. Um dos candidatos à oposição, Joaquim Almeida baseia sua campanha na necessidade da isenção dos candidatos. “Vamos contra porque acreditamos que os representantes da OAB não podem ser juizes e sim advogados isentos que defendam os interesses dos próprios advogados”, disse um dos membros da chapa de Almeida – “OAB de Verdade”, que não quis ser identificado. 
“Walter Rebelo já está fora da chapa, retirado por ser membro do TRE. Noticiamos a imprensa pois acreditamos que era ruim para o processo e para a sociedade o presidente da OAB e dois conselheiros da atual gestão atuarem principalmente na área eleitoral e dois juizes indicados fazerem parte da chapa”, finaliza. 
MATO GROSSO DO SUL 
Ao contrário dos demais estados da região centro-oeste, em Mato Grosso do Sul a realidade é diferente. O candidato da situação, Ary Raghiant Neto tomou posse no dia 17 de novembro de 2008 como membro efetivo do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), na categoria jurista. 
Fazem parte do TRE sete membros efetivos, dois desembargadores do Tribunal de Justiça, dois juízes de direito, dois juristas (advogados) e um juiz federal do Tribunal Regional Federal.  
O candidato da oposição, Leonardo Duarte, defende a necessidade de advogados serem representados pelos próprios advogados e não por um juiz eleitoral. 

Fonte: Folha de Dourados

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