Cana-de-açúcar trará ganhos aos pecuaristas
Economia – 15/09/2007
Alardeado como o novo inimigo da sociedade, o avanço da cana-de-açúcar tem sido muito mal interpretado pela mídia e mesmo por empresários do campo. A instalação de uma indústria canavieira em determinada região é excelente para o agropecuarista por trazer nova oportunidade de uso da terra: a produção de cana.
No entanto, as indústrias preferem arrendar a terra ao invés de incentivar a produção própria dos produtores. Evidente. Há necessidade de padronização, de escalonamento e a demanda é imediata, depois da indústria ter sido instalada. Quanto maior o controle do processo, melhor para a empresa.
A decisão de arrendar ou não para a cana depende de diversos fatores: atividade principal do proprietário, disponibilidade de capital para investimento, endividamento, e opção estratégica. Não é possível dizer se é bom ou não é arrendar para a indústria. Cada caso precisa ser avaliado, pois não há uma verdade objetiva sobre este assunto.
O fato é que depois de arrendar, os contratos são negociados por área, seja em toneladas de cana, sacos de soja, arrobas de boi ou mesmo em dinheiro. Os produtores da região, por força dos arrendamentos, passam a ter uma referência de resultados relacionados à área e não à unidade produzida.
Exemplo, ao invés de pensar em lucro por saca de soja, saca de milho, caixa de laranja, arroba do boi gordo, litro de leite, etc, o produtor pensará em lucro por hectare, por alqueire ou por alqueirão. Parece simples, coisa boba, mas essa mudança de referencial tende a promover um grande ganho na forma com que se analisa a relação da produção com a terra.
Em palestra realizada ontem, em Rio Verde-GO , a Scot Consultoria avaliou o resultado da cana com a pecuária de leite. Num levantamento de arrendamentos na região, detectou-se que se paga próximo a R$420,00 por hectare por ano para o produtor arrendar suas terras para a cana. Há diferentes formas de pagamento e valores, mas giram em torno disso.
Fonte: Assessoria de Imprensa



