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Campo Grande: Subtenente é velada sob comoção; 1º feminicídio de 2026 na Capital

Redação –

Sob forte comoção, familiares, amigos e colegas de farda se despediram na tarde desta terça-feira (7) da subtenente da Polícia Militar Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, em Campo Grande. O caso foi confirmado como o primeiro feminicídio registrado na Capital em 2026 e o nono em todo o estado neste ano.

Durante o sepultamento, colegas destacaram a trajetória da militar, considerada pioneira na corporação. A subtenente Rosângela Oliveira, que integrou a turma de formação de 1988 ao lado da vítima, relembrou os desafios enfrentados pelas primeiras mulheres na Polícia Militar. Segundo ela, Marlene era uma profissional dedicada e uma amiga próxima. “Ela sempre foi muito companheira, uma pessoa excelente. Nós enfrentamos muitas dificuldades no começo, mas conseguimos vencer”, afirmou.

O coronel aposentado Nelson Antônio da Silva também esteve presente e destacou a gravidade do crime. Para ele, o feminicídio é uma violência que atinge todas as mulheres, independentemente da profissão.

Marlene foi encontrada morta dentro de casa, na Rua do Lince, no bairro Estrela Dalva, na tarde de segunda-feira (6). Ela estava fardada, com a arma institucional no coldre e outra arma ao lado do corpo. Vizinhos relataram ter ouvido um disparo e acionaram a polícia e o Corpo de Bombeiros.

O suspeito, companheiro da vítima, foi preso em flagrante ainda no local por equipes da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher). Ele apresentou versões contraditórias sobre o ocorrido. Informações apontam que ele foi encontrado com um cartão bancário da vítima e que Marlene teria feito um empréstimo de cerca de R$ 30 mil para ele. O homem também possui histórico de violência doméstica em relacionamentos anteriores.

Em nota, a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul lamentou a morte da subtenente. “A Instituição se solidariza com os familiares, amigos e colegas de farda neste momento de dor incomensurável. A perda de um membro da nossa tropa é uma ferida que atinge toda a família policial militar”, diz o comunicado.

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